A Reforma Tributária já saiu do papel e muitas empresas passaram pela primeira etapa de adaptação. Mas, para os Centros de Serviços Compartilhados, os próximos desafios vão além da área fiscal.
Caixa, contratos, fornecedores e sistemas também entram nessa discussão e podem impactar diferentes frentes da operação.
Dados da MIA, solução de inteligência de mercado do IEG, mostram que parte importante das decisões ainda está em aberto e tende a ganhar relevância no planejamento para 2027.
A Reforma Tributária não é mais uma pauta apenas fiscal
No início da implementação, é natural que o foco se concentre nas adequações tributárias e no cumprimento das novas exigências.
À medida que a transição avança, porém, os impactos começam a alcançar outras áreas da organização.
Para os CSCs, isso significa observar não apenas a conformidade fiscal, mas também questões relacionadas a fluxo de caixa, fornecedores, contratos, tecnologia e integração entre processos.
Esse movimento exige uma visão mais ampla sobre a operação, principalmente porque algumas decisões tomadas agora podem influenciar diretamente a forma como os Centros estarão estruturados nos próximos ciclos.
O que os CSCs estão olhando para 2027?
Os dados da MIA mostram quatro pontos que merecem atenção especial.
Caixa ganha espaço entre as preocupações
Os impactos sobre caixa aparecem entre os principais temas para o para 2027.
Isso amplia a discussão da Reforma Tributária para além da apuração de tributos e exige que as empresas avaliem como as novas regras podem afetar o planejamento financeiro e os fluxos da operação.
Para os CSCs, o desafio passa a ser entender onde esses efeitos se conectam aos processos sob sua responsabilidade e como antecipar possíveis impactos.
7 em cada 10 empresas ainda tem decisões em aberto
Outro destaque identificado pela MIA é que 7 em cada 10 empresas ainda não definiram aspectos importantes do novo modelo.
O dado mostra que, embora a adaptação já esteja em curso, parte significativa das organizações ainda trabalha com decisões que precisarão amadurecer ao longo dos próximos meses.
Isso pode afetar em processos, responsabilidades, sistemas e na própria forma como diferentes áreas deverão atuar de maneira integrada.
Fornecedores ainda precisam entrar na agenda
A preparação dos fornecedores é outra frente que ainda não ganhou espaço na agenda de muitos Centros.
Mas a adaptação à Reforma Tributária não acontece de forma isolada.
Processos que dependem de informações, documentos e integrações externas também podem ser afetados. Por isso, a preparação da cadeia de fornecedores tende a se tornar um ponto cada vez mais relevante conforme a implementação avança.
Sistemas avançam antes de algumas decisões estarem definidas
A adequação dos sistemas já está acontecendo em muitas empresas, mesmo com algumas definições de negócio ainda pendentes.
Esse cenário exige atenção.
Alterações tecnológicas realizadas sem clareza sobre processos, responsabilidades e regras futuras podem gerar retrabalho ou exigir novos ajustes.
Por isso, mais do que realizar adaptações técnicas, é importante garantir que tecnologia, processos e decisões de negócio avancem de forma coordenada.
O desafio para 2027 é transformar adaptação em preparação
A primeira etapa da Reforma Tributária foi marcada pela necessidade de adaptação.
O próximo passo é mais estratégico.
Para os CSCs, a discussão passa a envolver perguntas como:
- quais processos ainda precisam ser revistos?
- quais decisões precisam ser tomadas antes de 2027?
- quais áreas devem estar envolvidas nessa preparação?
- fornecedores e sistemas estão evoluindo no mesmo ritmo?
- os possíveis impactos sobre caixa já estão sendo considerados?
Responder a essas questões com antecedência pode ajudar a reduzir riscos, evitar retrabalho e preparar a operação para os próximos movimentos da Reforma.
Veja o que os CSCs já estão fazendo
Para apoiar essa discussão, o IEG preparou o relatório “O CSC na Reforma Tributária”, com dados da MIA sobre:
- o que já avançou na adaptação;
- quais decisões ainda estão em aberto;
- os principais pontos de atenção para 2027;
- impactos relacionados a caixa, fornecedores e sistemas.
Veja o que os CSCs já estão fazendo e o que ainda precisa ser resolvido.
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Mais informações: mia@ieg.com.br
