13th SSKE (Shared Services Knowledge Exchange) reúne líderes para debater o futuro dos Serviços Compartilhados no Brasil. O evento, promovido pelo Instituto de Engenharia de Gestão, aconteceu no dia 20 de maio de 2026, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo com cerca de 200 participantes, lideranças, especialistas e profissionais de Centros de Serviços Compartilhados em um dia inteiro de muito conteúdo, networking e troca de experiências estratégicas.

Com o tema “O que sustenta a organização quando tudo muda?”, a 13ª edição do SSKE propôs uma reflexão central para o mercado de Serviços Compartilhados: em um cenário marcado por avanços tecnológicos, novas demandas de eficiência, mudanças regulatórias, pressão por produtividade e transformação nas relações com clientes internos, refletindo nas capacidades realmente sustentam a evolução das organizações.

Ao longo do evento, os participantes acompanharam uma programação robusta, com palestras, painéis de discussão, cases reais, grupos de discussão direcionados, momentos de networking e conhecimento de plataformas e soluções do mercado no hall de expositores. A agenda reforçou o papel do SSKE como um dos principais espaços de interação, benchmarking e construção de conhecimento especializado para o mercado de CSCs no Brasil.

A abertura foi conduzida por Daniel Hosken, doutor em Neurociências, com a palestra “Mente do Futuro: Alinhando Competências às Novas Dinâmicas de Mercado”. A sessão trouxe reflexões sobre comportamento, tomada de decisão e desenvolvimento de competências em um contexto de transformação acelerada, conectando o fator humano aos desafios estratégicos enfrentados pelas organizações.

Entre os principais temas do evento, a Inteligência Artificial apareceu como um dos grandes eixos de discussão. No painel “Âncora ou Motor? O Papel do CSC, integrado à TI e Cybersecurity, na Era da IA”, o debate reforçou que o CSC pode assumir um papel cada vez mais protagonista na transformação digital das empresas, desde que esteja conectado a uma atuação integrada com áreas como TI, dados e segurança da informação.

A agenda também mostrou como a IA já está sendo aplicada de forma prática nos CSCs. O case “Agentic AI no CSC: Como a Taesa Escalou o Atendimento Corporativo sem Perder Governança” trouxe aprendizados sobre ganho de escala, eficiência e controle. Já o painel “Da Ambição ao Resultado: Como CSCs têm Convertido Inteligência em Ganhos Mensuráveis com Agentes de IA” reforçou que o valor da tecnologia está na capacidade de gerar resultados concretos, sustentados por governança, estratégia e clareza de objetivos.

Outro destaque foi o case “Além dos Treinamentos: A Estratégia da Globo para Integrar IA ao Cotidiano da Empresa”, que trouxe uma visão importante sobre adoção tecnológica. A experiência mostrou que integrar IA à organização vai além de capacitar pessoas: exige mudança de rotina, engajamento, aplicação prática e construção de uma cultura preparada para experimentar, aprender e evoluir continuamente.

A programação também trouxe discussões relevantes sobre dados, inteligência analítica e mitigação de riscos. O case “Do Alerta à Ação: Visibilidade e Agilidade Analítica para Mitigação de Riscos Operacionais na Vitru Educação” mostrou como dados bem estruturados podem apoiar decisões mais rápidas e preventivas. Já a sessão “Gestor Digital: O Hub de Inteligência e Centralização de Dados do CoE Votorantim” reforçou a importância da centralização de informações para ampliar a visibilidade, a consistência e a integração da gestão.

A busca por eficiência operacional também esteve presente em diferentes momentos do evento. No painel “Crescimento Exponencial, Custo Linear”, os participantes discutiram como escalar operações mantendo o OPEX sob controle. Já a sessão “Boletos Ocultos no RH: Como um SaaS Hiperfuncional reduz Custos nos CSCs” trouxe a reflexão sobre custos muitas vezes invisíveis nas rotinas de RH e como a tecnologia pode apoiar maior controle, visibilidade e redução de desperdícios.

O evento também abordou temas ligados à experiência do cliente, melhoria contínua e gestão de pessoas. No case “Cliente no Centro: A Jornada da Natura na Criação de uma Agente de UX para o CSC”, a discussão mostrou como escuta ativa, método e tecnologia podem apoiar a construção de jornadas mais eficientes e orientadas às necessidades dos usuários. Já a sessão “Melhoria Contínua Além do Jogo”, apresentada pela Heineken, trouxe uma provocação importante sobre o papel da comunicação e do engajamento, reforçando que a transformação do CSC exige método, disciplina e aplicação prática no dia a dia.

A gestão de pessoas também ganhou espaço no case “Xadrez de Gente: A Estratégia da CSN para Redesenhar Operações e Ampliar a Atuação do CSC”, que mostrou como estrutura, capacidades e alocação de talentos precisam ser pensadas de forma integrada para ampliar o papel do Centro de Serviços Compartilhados. Na mesma linha de evolução organizacional, o case da Suzano, com o tema “Rumo à Liderança: Como o Assessment de Maturidade está Acelerando a Evolução Global do SGS Suzano”, trouxe reflexões sobre como diagnósticos estruturados podem apoiar decisões mais estratégicas e acelerar a jornada de maturidade.

Além das sessões simultâneas, no evento ocorreu uma sessão que reuniu todos os participantes para uma um momento de enorme troca: os Grupos de Discussão Direcionados. A dinâmica debateu temas críticos para os CSCs, como Reforma Tributária, Recrutamento e Seleção, Atendimento Nível Zero e Autosserviço e Redesenho de Processos para a Hiperautomação. O formato favoreceu a troca prática de experiências, desafios e caminhos possíveis para evolução das operações entre todos os participantes do evento.

A agenda do 13th SSKE também contemplou temas como inteligência fiscal, com o case da Usiminas sobre redução de divergências de INSS, e serviços compartilhados no setor público, com a sessão sobre o ColaboraGov, que trouxe a governança como pilar de estabilidade, continuidade e geração de valor.

No encerramento, o painel “Roadmap para os Líderes: O que define a Nova Visão de Maturidade dos CSCs?” consolidou uma das principais mensagens do evento: os CSCs estão diante de um novo ciclo de evolução, no qual maturidade não se resume apenas à eficiência operacional, mas à capacidade de integrar tecnologia, governança, pessoas, dados, experiência do cliente e geração de valor para o negócio.

Mais uma vez, o Shared Services Knowledge Exchange cumpriu seu papel como um evento de referência para o mercado brasileiro de Serviços Compartilhados, promovendo conexões qualificadas, trocas práticas e reflexões essenciais para o presente e próximos ciclos de evolução dos CSCs.

E em junho, o IEG realizará mais um Encontro dos 6 Grupos de Discussão sobre CSC do IEG e reunirá todas as empresas participantes dos 6 grupos em uma tarde de discussão e reflexões sobre os desafios atuais do mercado de CSC. Saiba mais sobre os Grupos de Discussão sobre o CSC do IEG: https://ieg.com.br/grupos-de-discussao/

Quer também ser um patrocinador dos eventos do IEG? Saiba como: https://materiais.ieg.com.br/im-eventos-ieg-2026-patrocinio

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Redação IEG

O IEG é uma empresa que elabora soluções de ensino, pesquisa e consultoria em gestão de forma integrada e complementar para você e para a sua organização.

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