SUMÁRIO
04 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
EDITORIAL
A 77ª edição da Shared Services News reúne conteúdos relevantes sobre
o IEG e o mercado de Serviços Compartilhados.
Nesta edição, apresentamos dados, experiências, tendências, resultados de estudos e
práticas do mundo corporativo que ajudam a compreender os movimentos do
mercado e os desafios dos Centros de Serviços Compartilhados.
Você poderá conferir a entrevista do IEG com o time da ISA Energia Brasil para entender
as práticas e o posicionamento da empresa em relação à Experiência do Cliente.
Além disso, você vai poder conhecer um pouco mais sobre o Selo IEG de Aprovação dos
Clientes do CSC, desenvolvido pelo IEG para reconhecer os CSCs que demonstram um
patamar consistente de aprovação por parte de seus clientes, através de uma Pesquisa
de Satisfação.
Também abordamos o avanço dos agentes de Inteligência Artificial nas empresas, seus
principais benefícios, os desafios de implementação e o nível de adoção dessa
tecnologia nas organizações.
Por fim, um overview das reuniões dos Grupos de Discussão sobre CSC coordenados
pelo IEG que aconteceram no primeiro semestre de 2026 e perspectivas, além de outras
matérias com cases, inovações e assuntos exclusivos em CSC.
Mais do que acompanhar as transformações do setor, queremos contribuir para a
disseminação de conteúdos atuais, relevantes e de qualidade, oferecendo referências
que apoiem profissionais e empresas na evolução de suas operações e na tomada de
decisões.
Desejamos uma excelente leitura!
Equipe SSNews.
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 05
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 06
Brasil consolida-se como uma das maiores
potências de Centros de Serviços
Compartilhados do mundo
O Brasil vive um momento de consolidação no mercado de Centros de Serviços
Compartilhados. Estima-se que existam hoje mais de 300 CSCs em operação no país,
responsáveis por empregar mais de 86 mil colaboradores. Segundo os dados da MIA,
solução de inteligência de mercado do IEG, o país deixou há muito de tratar o modelo
como uma tendência em avaliação e passou a contar com um ecossistema robusto,
diversificado e cada vez mais estratégico para as organizações.
Fonte: MIA/IEG - 2026
O crescimento do setor tem sido particularmente expressivo na última década. Desde 2016,
foram criados mais de 150 novos Centros de Serviços Compartilhados no Brasil. Mais do
que um movimento pontual, os números revelam uma mudança estrutural: empresas de
diferentes portes e setores passaram a enxergar no CSC um caminho consistente para
ganhar eficiência, padronizar processos e liberar as áreas de negócio para atividades core.
Essa maturidade fica evidente na diversidade de segmentos que adotam o modelo. Os
dados da MIA mostram que os CSCs brasileiros estão presentes em praticamente todos os
setores da economia, de Agronegócio e Serviços, que lideram em número de operações, a
Indústrias, Energia, Varejo, Educação e Construção/Imobiliário, entre muitos outros. Essa
amplitude reforça uma característica importante do mercado nacional: o CSC deixou de
ser uma exclusividade de grandes grupos industriais e se tornou uma alavanca de gestão
acessível a empresas dos mais variados perfis.
A distribuição dos CSCs por porte das empresas confirma essa leitura: o modelo está
presente em organizações dos mais diversos tamanhos, sendo que mais de 45% dos
centros brasileiros estão em empresas com mais de 5 mil colaboradores.
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07 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Do ponto de vista geográfico, a região Sudeste concentra a maior parte dos Centros
em atividade, impulsionada pela proximidade com as sedes corporativas e pela
disponibilidade de mão de obra qualificada. Ainda assim, a distribuição vem se tornando
gradualmente mais ampla, com operações relevantes também nas regiões Sul,
Centro-Oeste e Nordeste, um avanço impulsionado, sobretudo, pela adoção do modelo
por empresas sediadas nessas próprias localidades, que passaram a estruturar seus
Centros de Serviços.
Distribuição dos CSC brasileiros
Onde estão os CSCs brasileiros
distribuição cada vez mais ampla, com operações relevantes em:
SUDESTE
22% 8% 7%
62% Sul Centro-Oeste Nordeste
concentra a maior parte dos centros
crescimento puxado pela adoção do modelo
por empresas sediadas nessas regiões
Fonte: MIA/IEG - 2026
Outro dado que chama a atenção é a vocação internacional do mercado brasileiro:
29% dos CSCs instalados no país prestam serviços para outros países. Na prática, isso
significa que quase um terço das operações nacionais atua como hub regional ou global,
atendendo unidades de negócio em outros países da América Latina e, em alguns casos,
na América do Norte, na Europa e em outros continentes.
Vocação internacional dos CSCs brasileiros
29%
Prestam serviços para outros países (29%)
Atendem exclusivamente o Brasil (71%)
Atendem
outros países
Fonte: MIA/IEG - 2026
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 08
Esse protagonismo encontra respaldo em dados internacionais. De acordo com dados
da SSON, que mapeia mais de 7 mil centros de serviços compartilhados em operação
no mundo, o Brasil é o principal mercado de CSC da América Latina, concentrando 36%
dos Centros dessa região. A combinação de talento qualificado em escala, fuso horário
favorável para atender as Américas, custos competitivos e um ecossistema já maduro
de práticas, tecnologia e governança ajudam a explicar por que o país segue ganhando
espaço no cenário global de serviços compartilhados.
O avanço, no entanto, traz novos desafios. Com mais de 86 mil profissionais atuando no
setor e a demanda por competências em transformação, impulsionada por automação,
Inteligência Artificial e analytics, atrair e fidelizar talentos torna-se cada vez mais
decisivo para a sustentabilidade das operações. Os CSCs brasileiros já não se limitam a
atividades transacionais: incorporam, cada vez mais, funções analíticas, de tecnologia e
de apoio à tomada de decisão, o que eleva o nível de qualificação exigido e amplia as
possibilidades de carreira dentro do modelo.
O retrato que emerge dos dados da MIA é o de um mercado que cresceu, amadureceu
e se diversificou, no qual agora entra em uma nova fase, marcada pela busca de
excelência operacional, pelo apoio em decisão mais estratégicos e pelo investimento
contínuo nas pessoas e em novas tecnologias.
Conteúdo IEG
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09 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Quando as cadências de gestão se
perdem, o CSC vira “apagar incêndio"
Foto: Magnific
Em muitos Centros de Serviços refletir mais a realidade do negócio.
Compartilhados (CSCs), a maturidade Quando isso se acumula, a operação vira
não desaparece de um dia para o outro, “apagar incêndio”e o CSC perde tração
ela se dilui. Com o tempo, algumas de evolução.
cadências de gestão deixam de acontecer
Sinais de que o CSC entrou no “automático”
com regularidade, e a operação passa a
e que as cadências se enfraqueceram:
trabalhar mais em modo reativo do que
em evolução. O CSC continua “rodando”,
• Indicadores sem dono e Foto:
metasShutterstock
sem
mas a disciplina que sustenta governança,
rotina de acompanhamento
performance e melhoria contínua começa
a falhar. • Reuniões que viram status e deixam de
gerar decisão/ação
O resultado costuma ser silencioso no • Cliente que só aparece quando reclama
início: reuniões perdem consistência, • SLA desatualizado (expectativa e entrega
indicadores deixam de ser discutidos ficam desalinhadas)
com profundidade, a escuta do cliente • Melhoria contínua que vira “projeto
vira pontual e os SLAs passam a não pontual”, sem constância
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 10
A retomada costuma ser mais efetiva O ponto central é: quando a operação
quando as cadências são tratadas em estabiliza, a rotina de gestão tende a virar
quatro blocos: “piloto automático”. Demandas urgentes
tomam espaço, reuniões passam a ser
1) Cadências internas de governança remarcadas, indicadores viram relatório e a
escuta do cliente vira reativa. Não é falta de
• Reunião mensal de resultados (Head intenção, mas falta de cadência protegida
apresentando para a equipe do CSC) e de mecanismos simples para sustentar o
modelo.
• Reunião semanal do Head com gestores
• Dailies em áreas críticas (5–10 min para Como retomar sem burocratizar
alinhar o dia e destravar gargalos)
Uma retomada eficiente não precisa
2) Cadências de performance começar com dezenas de reuniões. O
caminho mais prático costuma ser:
• Gestão à vista dos indicadores críticos
(rotina, não evento) • Mapear quais cadências existem hoje e
• Plano claro para processos críticos quais deixaram de ocorrer
(priorização + melhoria contínua) • Definir os indicadores críticos e
• Revisão contínua de SLAs para refletir responsáveis (governança mínima)
evolução e expectativas do cliente • Retomar 2–3 cadências essenciais por
vez (governança + performance)
3) Cadências com clientes e negócio
• Estruturar escuta do cliente + devolutiva
com ciclo fechado
• Comitê de clientes (mensal/bimestral)
para comunicar e ouvir • Criar uma agenda leve de melhoria
contínua com foco nos processos críticos
• Comitê estratégico para alinhamento
com prioridades de negócio
Quer conversar com o time de Consultoria e
• Canal de escuta + devolutiva estruturada Projetos do IEG?
(não só coleta, mas fechamento do ciclo)
Acesse aqui!
4) Cadências de cultura e engajamento https://materiais.ieg.com.br/consultoriaeprojetos
• Reconhecimento de destaques Ou fale no email: projetos@ieg.com.br
• Premiação por melhoria/performance
• Envolvimento do time nas iniciativas (a
melhoria precisa ter “dono” e tração)
• Por que isso se perde (mesmo em CSCs
maduros)
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TREINAMENTOS INCOMPANY
Há mais de 15 anos, o IEG dissemina conhecimento por meio de
treinamentos customizados desenvolvidos para capacitar
profissionais de diversas empresas no que tange a
competências comportamentais, técnicas e ferramentais.
Envie um e-mail para: incompany@ieg.com.br
+ informações, acesse: materiais.ieg.com.br/in-company
A área de Projetos de Consultoria do IEG trabalha em parceria com os
clientes, apoiando as organizações em seus desafios de gestão, com o
objetivo de aprimorar os resultados das companhias e contribuir com o
seu crescimento sutentável.
Implementação e Mapeamento e Modelo de Gestão e
Sustentação de CSCs Otimização de Processos Desenvolvimento
de Pessoas
Planejamento Reestruturação
Plano de Negócio
Estratégico Organizacional
Envie um e-mail para: projetos@ieg.com.br
+ informações, acesse: ieg.com.br/consultoria
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Edição 77 | Agosto 2026 12
A nova era dos CSCs: eficiência
exponencial, parceria estratégica
e o fim do analógico
Foto: Magnific
A evolução dos Centros de Serviços que a representatividade de custos
Compartilhados atingiu um ponto de diretos (equipe operacional), outsourcing
inflexão. O que antes era uma discussão e facilities encolheu. Em contrapartida,
sobre centralização e redução de custos os investimentos em infraestrutura
operacionais básicos, transformou-se em de TI e overhead (equipe de gestão)
uma corrida de maturidade tecnológica e aumentaram, provando que o orçamento
governança. Impulsionados pelo avanço está migrando para a tecnologia e para
da Inteligência Artificial, os CSCs líderes as estruturas de suporte à inovação.
de mercado deixaram de ser meros
executores para se tornarem parceiros de Para entender o abismo de performance
valor estratégico indispensáveis para as que separa os Centros de referência
unidades de negócio. do restante do mercado, a pesquisa
Benchmark em CSC 2026 revelou
O reflexo dessa transformação é visível informações contundentes sobre como
na própria composição de gastos dos a governança e o fim dos processos
Centros. Uma análise evolutiva aponta manuais ditam as regras do jogo atual.
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13 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Os Pilares da Alta Performance em 2026
Os destaques do estudo deste ano revelam que o sucesso não reside apenas em "ter
tecnologia", mas em como ela é integrada à estratégia do negócio e blindada por
processos maduros:
1. Resolução de Ponta a Ponta e o "Fim do 2. Governança e Mitigação de Riscos em
Analógico" Automação
Atendimento Autônomo: Nos CSCs Métricas Claras: Todas as empresas que
que se destacam em Nível de Serviço, se destacaram no ranking de Automação
o percentual de chamados resolvidos possuem indicadores formais para
sem qualquer intervenção humana mensurar a performance real das
(via Autosserviço e Chatbots) atinge o tecnologias utilizadas. Nas demais,
marco de 36%. No restante do mercado, apenas 30% controlam isso — um salto de
esse índice despenca para apenas 6%. 238% em governança a favor das líderes.
O autosserviço provou ser o motor que
eleva a produtividade e a qualidade Planos de Contingência: Rupturas
simultaneamente. tecnológicas acontecem. Por isso, 100%
das líderes em automação possuem
O Fim do Telefone e E-mail: Nas empresas estratégias de mitigação de riscos
mais produtivas em custo, a dependência com contingências claras para falhas
de canais analógicos como telefone em automações, contra ínfimos 7% do
e e-mail foi reduzida a quase zero: restante do mercado.
representa apenas 2% dos chamados.
Enquanto isso, o restante do mercado Desenvolvimento Padronizado:
ainda gasta tempo e recursos consumindo A maturidade exige ordem. As empresas
até 13% de suas demandas nesses canais mais maduras possuem políticas e
obsoletos. padrões documentados em pleno
funcionamento para criar novas
automações, contra 41% das demais
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Edição 77 | Agosto 2026 14
3. Alinhamento Estratégico e Inovação
Conectada
Fim dos Silos: Em todas das empresas
“ Cultura, capacitação e plano de
inovação estruturado são a nova
moeda de troca entre CSCs e as “
que se destacaram de forma geral unidades de negócio.
na pesquisa, as metas do CSC são
compartilhadas diretamente com as
Onde o Seu CSC Está
unidades de negócio. No restante do
mercado, 28% das empresas ainda Posicionado?
trabalham isoladas.
Os highlights de 2026 deixam um recado
Vivência Prática: Para garantir essa claro: a distância entre os Centros que
parceria, os CSCs maduros mantêm se transformaram e os que continuam
rotinas de imersão e programas práticos operando de forma tradicional está se
para que seus profissionais vivenciem o tornando intransponível. Não há mais
dia a dia das unidades de negócio, contra espaço para silos corporativos, processos
apenas 16% do mercado. baseados em e-mails intermináveis ou
automações sem contingência.
Cultura e Inovação: Nessas mesmas
organizações, 100% dos colaboradores já O mercado está correndo em ritmo
foram capacitados e se identificam com exponencial. Se você também quer ter
a missão e valores do CSC (vs. 40% do um panorama detalhado de como está
mercado), além disso, esses CSCs contam a performance do seu CSC perante a
com um plano de inovação próprio e eficiência, automação, nível de serviço e
estruturado (vs. 16% do mercado). maturidade do mercado, o Benchmark
em CSC é o melhor caminho.
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Quais são as principais oportunidades de
automação do CSC da sua empresa?
Com o Benchmark em CSC você compara o desempenho do seu
Centro de Serviços Compartilhados com as principais empresas do
país e identifica os processos que apresentam um maior potencial
de economia por meio de automações.
Participe da pesquisa de benchmarking mais completa sobre
CSC e receba um diagnóstico detalhado sobre:
Custo Produtividade Automação
Nível de Serviço Maturidade
Benchmark em CSC: Há 17 anos direcionando a evolução do
mercado brasileiro de Serviços Compartilhados.
Quer se juntas às empresas que estão se pautando em dados estruturados
para reduzir custos e conquistar vantagem competitiva para o CSC?
Envie um email para: pesquisas1@ieg.com.br
+Informações: https://materiais.ieg.com.br/im-pesquisa-benchmark-em-csc
16 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
O fim do ticket: como a Rede Santa
Catarina transformou sua operação
com estrutura, visibilidade e escala
Ao centralizar fluxos, simplificar serviços e ampliar o controle
operacional, a Rede Santa Catarina mostra que eficiência sustentável
começa na estrutura, não na ferramenta.
Na maioria das organizações, o que
trava a eficiência é a soma entre
processos descentralizados, baixa
padronização, pouca visibilidade sobre
os fluxos e uma operação que cresce
apoiada em improvisos que, por muito
tempo, parecem funcionar, até deixarem
de funcionar. Foto: JOIN4
Foi exatamente o tipo de desafio
O desafio da centralização: o
encontrado pela Rede Santa Catarina,
gargalo estava no caminho
uma das instituições filantrópicas
mais respeitadas do país, que conta
da demanda
com mais de 125 anos de história,
Antes da transformação, parte importante
atuação em saúde e educação, 17
dessa operação era marcada por
unidades e 10,7 mil colaboradores, e
descentralização e pouca uniformidade.
convive com a complexidade típica de
A área de TI já operava com uma
grandes operações: múltiplas áreas,
ferramenta de ITSM, enquanto outras
diferentes demandas, rotinas críticas
demandas circulavam entre e-mails,
e a necessidade constante de garantir
papéis e tratativas informais. O resultado
qualidade, controle e agilidade sem
era conhecido por muitas organizações:
perder de vista sua missão principal,
baixa rastreabilidade, dificuldade para
que é cuidar de vidas.
identificar gargalos, pouca previsibilidade
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Edição 77 | Agosto 2026 17
e gestão limitada por falta de visão a uma operação mais coordenada,
integrada. Como relatado no case, a Rede previsível e inteligente.
lidava com multiplicidade de sistemas,
processos pouco visíveis e uma cultura já Ao longo do projeto, a mudança deixou
acostumada a solicitações informais. de ser apenas tecnológica e passou a ser
estrutural. Processos de áreas como TI,
Esse ponto merece atenção porque RH, financeiro, compras e cadastro foram
ele revela uma verdade que ainda é centralizados em uma única plataforma.
subestimada no mercado: o problema Com isso, a Rede passou a operar com mais
raramente está apenas no volume de clareza sobre seus fluxos, maior controle
demandas, ele está na forma como essas de SLA e uma capacidade muito superior
demandas circulam. Quando cada área de análise e priorização. Segundo Marcelo
opera em seu próprio ritmo, com seus Ferreira, Coordenador Corporativo de TI
próprios canais e sem uma lógica comum da Rede Santa Catarina, a nova estrutura
de acompanhamento, a operação perde trouxe uma visão centralizada dos fluxos e
fluidez, o gestor perde capacidade de indicadores em tempo real, algo que antes
decisão e a tecnologia passa a ser era impensável.
usada mais para remediar do que para
estruturar.
A escolha pela plataforma
Lecom para estruturar uma
nova lógica operacional
Foi nesse contexto que a criação de
um Centro de Serviços Compartilhados
ganhou relevância estratégica para Foto: JOIN4
a Rede Santa Catarina. Mais do que
trocar uma ferramenta, a decisão foi Reduzir complexidade para
reorganizar a forma como a operação ganhar escala com controle
acontecia. A plataforma Lecom entrou
como habilitadora dessa nova fase, Esse tipo de resultado não acontece quando
enquanto a Join4 apoiou a construção a empresa apenas digitaliza o que já fazia
da jornada com foco na centralização, na mal. Ele acontece quando a organização
simplificação dos fluxos e na sustentação revisita seus fluxos, elimina redundâncias,
da mudança. O objetivo não era apenas define melhor as regras do jogo e cria as
automatizar solicitações. Era dar forma bases para escalar com consistência.
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18 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Um dos sinais mais claros disso no case decidam com mais segurança e para que
da Rede Santa Catarina foi a simplificação a operação suporte o crescimento com
radical da operação de TI. Com o redesenho menos fricção.
dos fluxos, houve redução de mais de 5.000
serviços para cerca de 600, tornando o Outro ponto relevante desse case está no
catálogo muito mais simples, funcional efeito cultural. Quando uma organização
e aderente à realidade da operação. A passa anos operando de forma informal,
migração das ferramentas de ITSM para a mudar ferramenta não basta. É preciso
nova estrutura foi concluída em menos de mudar a lógica da operação. E isso só
quatro meses, com uma adoção rápida acontece quando existe aderência entre
pelas equipes e sem perda de governança. cliente, parceiro e tecnologia. O próprio
case destaca essa construção conjunta e a
Mas o dado que mais chama atenção não percepção de que a relação foi estabelecida
é apenas a simplificação, é a combinação em bases de parceria, não de simples
entre eficiência e impacto concreto. A fornecimento. Essa diferença é decisiva
substituição da ferramenta anterior gerou porque transformação real exige confiança,
uma economia anual de aproximadamente aprendizado e evolução contínua.
R$ 300 mil. Ao mesmo tempo, a quantidade
de processos gerenciados dobrou, saindo
de 58 mil para mais de 102 mil ciclos
em apenas 40 dias. E, mesmo com esse
aumento expressivo de volume, os SLAs
permaneceram acima de 93%. Em outras
palavras: a Rede não apenas reduziu
custo, mas também ganhou capacidade
operacional sem perder qualidade.
Esse é o tipo de resultado que ajuda a Foto: JOIN4
mudar uma conversa importante dentro
das organizações. Quando bem conduzida, Quando a tecnologia deixa de
a transformação operacional deixa de ser ser promessa e vira resultado
vista como projeto de tecnologia e passa a
ser entendida como estratégia de gestão. Tanto para a Join4 quanto para a Lecom,
Não se trata apenas de automatizar tarefas. essa visão faz parte da forma como
Trata-se de criar condições para que as enxergamos projetos dessa natureza.
áreas trabalhem melhor, para que os líderes Nosso papel nunca foi apenas colocar
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 19
uma solução em produção, mas sim A lição que a Rede Santa Catarina deixa
ajudar a Rede Santa Catarina a reorganizar é: quando a organização estrutura seus
sua arquitetura operacional para que processos, centraliza a operação com
a tecnologia pudesse, de fato, gerar inteligência, cria visibilidade e reduz
resultado. Como registramos no próprio complexidade, a tecnologia deixa de
case, mais do que implementar, o desafio ser promessa e passa a ser resultado.
foi contribuir para a transformação
da cultura de processos da instituição E talvez esse seja o ponto mais
e mostrar o potencial da plataforma importante de todos. Em setores
como ferramenta estratégica. como saúde e educação, eficiência
operacional não é apenas uma meta
Esse aprendizado vale para qualquer administrativa. Ela é o que libera tempo,
operação complexa, especialmente energia e recurso para que a instituição
em CSCs e áreas corporativas que cumpra melhor o seu propósito.
convivem com alto volume, múltiplas
interfaces e pressão constante por
eficiência. Automação, por si só, não
resolve desorganização, digitalização, Murilo Dias,
sozinha, não corrige fluxo mal desenhado. CEO da Join4
E nenhuma ferramenta entrega escala
sustentável se a base continuar frágil.
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21 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Entrevista
Experiência do cliente nos CSCs: o IEG conversou com
a Isa Energia sobre as práticas adotadas pela empresa.
A ISA ENERGIA BRASIL é uma das principais transmissoras de energia elétrica do
Brasil, com foco em garantir a estabilidade e eficiência do sistema energético
nacional.
O CSC da empresa foi criado em 2019, está localizado na cidade de São Paulo (SP) e
conta com uma força de trabalho composta por 103 colaboradores diretos e 450
profissionais terceirizados. O escopo do Centro abrange os processos de Contas a
Pagar, Contas a Receber, Tesouraria, Recebimento Fiscal, Contabilidade Regulatória,
RH, Serviços Administrativos, Facilities, Segurança Patrimonial e Mobilidade.
O IEG conversou com o time da ISA ENERGIA BRASIL para entender as práticas e o
posicionamento da empresa em relação à Experiência do Cliente.
O CSC da ISA ENERGIA BRASIL possui
uma área dedicada à experiência do
cliente? Como ela está estruturada e
quando foi implementada?
Sim. A experiência do cliente é um
dos pilares da área de Excelência
Operacional, área criada em 2022.
A equipe é composta por uma profis-
sional sênior, dois plenos e uma
júnior, com foco em experiência do
usuário, projetos de melhoria contí-
nua, acompanhamento de iniciativas
em parceria com a TI, analytics e
Entrevistado: Ana Cecília Siquinelli – uma célula/cadeira de automação.
Coordenadora de Gestão de Serviços
e Clientes
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Edição 77 | Agosto 2026 22
Como a experiência do cliente é incor- (reciclagens) e capacitar novos entran-
porada na cultura e na rotina das tes no CSC.
equipes do CSC? Existem iniciativas
específicas, como treinamentos ou Estrategicamente, o Centro construiu
programas de engajamento voltados uma mandala com quatro pilares que
para esse tema? orientam todas as iniciativas do Centro:
O time de experiência é responsável por Eficiência, Compliance, Cultura e Expe-
disseminar essa cultura. Em 2025 foi riência. Esses pilares sustentam tudo o
criada a Política de Atendimento do que é desenvolvido, melhorias, plugins,
CSC, com capacitação de toda a automações e muito mais. Dentro da
equipe operacional frente às premissas vertente de Experiência, a diretriz é ofere-
definidas. A equipe realiza auditorias cer um modelo de atendimento ágil e
nos chamados para avaliar a aderên- autônomo, buscando sempre a eficiên-
cias aos treinamentos, desenhar cia do cliente.
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23 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
O autoatendimento faz parte da es- do cliente? Se sim, quais são os casos
tratégia do CSC? Qual o percentual de de uso e os resultados obtidos até
solicitações resolvidas de forma au- aqui?
tônoma pelo cliente hoje e qual é a Existe um protótipo de formulário com
meta? IA voltado para solicitação de paga-
Sim, é prioridade estratégica. A área é mentos de boletos e taxas, ainda em
responsável pelos níveis N0 (autoa- fase de testes, tendo como principal
tendimento pleno) e N1 (atendimento obstáculo para avançar a governan-
com baixa intervenção humana), com ça de dados, onde a TI ainda está de-
metas progressivas definidas em pro- finindo as regras de uso para IA nos
jeto desenvolvido no HPP: processos do Centro.
• 2025: meta de 55% — resultado
entregue: 57,7%. Quais métricas e KPIs o CSC acom-
• 2026: meta de 70%. panha para medir a satisfação do
• 2027: meta de 80%. cliente?
Atualmente, o N1 conta com 3 posições São utilizadas duas vertentes princi-
internas de atendimento. O time está pais:
mapeando oportunidades para am- CSAT por chamado: ao encerrar cada
pliar o escopo do N1, como a Central de chamado no ServiceNow, o cliente
Cadastro (com automação ou ferra- recebe automaticamente uma pes-
mental), além de identificar o que quisa de satisfação. A gestão é feita
pode migrar de N2 para N1. Em parale- semanalmente pelo time. A adesão
lo, há oportunidades de expansão do ainda é baixa, e estão sendo estuda-
N0, aumentando ainda mais a autono- das iniciativas para aumentar o en-
mia do cliente. gajamento, como gamificação e
incentivo via reuniões de prestação de
A Inteligência Artificial, incluindo IA contas com os heads regionais, para
generativa, já está sendo aplicada que eles estimulem seus times a res-
em algum ponto da jornada ponder.
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Edição 77 | Agosto 2026 24
NPS anual com lideranças: aplicada Dois fatores são essenciais nessa evo-
de coordenadores para cima. A pes- lução: velocidade e assertividade. O
quisa fica aberta por cerca de três se- cliente quer resposta rápida e correta,
manas, e o time faz follow-ups via não adianta ser ágil e gerar mais dú-
Teams com quem não respondeu, vidas.
além de abordagem direta com clien-
tes-chave e apoio da comunicação Para o futuro, a grande aposta é na
interna. A adesão é significativamente antecipação de necessidades: co-
maior nessa modalidade, pelo público nhecer a jornada do cliente de ponta
mais restrito e pela condução mais a ponta e já entregar o próximo passo
ativa do time. As perguntas são mais antes mesmo que ele precise solicitar.
voltadas à qualidade e fidelização do Superar expectativas entregando so-
cliente. luções que o cliente nem sabia que
precisava.
Quais iniciativas vocês entendem
que tiveram maior impacto na satis- Ana Cecília Siquinelli
fação dos clientes? Coordenadora de
O autoatendimento é uma iniciativa Gestão de Serviços e
que vai ter um grande impacto, pois Clientes da ISA Energia
vai dar ao cliente autonomia e livre
acesso para resolver suas demandas
sem precisar abrir chamado para
tudo. Neste sentido, estamos bem
avançados nas frentes de RH, onde o
cliente já consegue solicitar e realizar
modificações em Ponto eletrônico,
agendamento de férias e gestão dos
seus benefícios, principalmente. Por
aqui, temos muita automação no
Sucess Factors.
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25 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Entrevista
Como a Pipefy tem apoiado empresas de
diferentes segmentos a converter inteligência
agêntica em resultados mensuráveis
O mundo corporativo está passando
por uma combinação de pressões:
ganho de eficiência, redução de cus-
tos, velocidade de resposta e adoção
de novas tecnologias. Na visão de
vocês, qual a melhor forma de equi-
librar todos esses pratos de forma
efetiva?
O que vemos na prática é que
as empresas que conseguem
equilibrar bem esse jogo entende-
ram uma coisa: a ordem importa.
Existe o que eu chamo de terceira
onda de eficiência. A primeira foi a di-
gitalização, sair do papel. A segunda
foi a integração, conectar sistemas.
Agora a terceira é a orquestração
inteligente, fazer humanos, agentes
Entrevistado: Fernando Teixeira de IA e sistemas legados funciona-
VP of BPO, Strategic Partnerships & rem em um único fluxo contínuo.
Alliances na Pipefy
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E o ponto central aqui é: você não acontecendo em paralelo, em silos, sem
precisa trocar o que já funciona. Tentar governança. Cada área comprou sua
substituir um ERP robusto para ganhar ferramenta, os dados ficam espalhados
eficiência é um projeto de anos, com e ninguém é dono do resultado de
risco altíssimo. O que propomos é ponta a ponta. O Gartner já está alertan-
uma camada de orquestração que do para isso: a IA não vai escalar nas
costura os sistemas existentes e aplica empresas sem uma camada de orques-
inteligência onde ela gera mais retorno. tração agêntica que consolide tudo.
Em um estudo independente feito Outro é o platô do RPA. A automação
pela Forrester, o impacto do Pipefy foi tradicional funciona bem para proces-
confirmado em cerca de 260% de ROI e sos determinísticos com fluxos lineares
payback em menos de 6 meses, redu- e dados estruturados. Mas quando
zindo o tempo de desenvolvimento em bate em dado não estruturado, em
50%. Na prática, isso significa ROI em PDF, em e-mail, em decisão que
semanas, não em meses porque você precisa de contexto, trava. E muita
não está reimplementando infraestru- empresa está presa nesse teto de
tura, está resolvendo o processo que eficiência sem saber como sair.
possui gaps de performance agora.
Por último, é a dependência de TI. Se o
Pela experiência de vocês com empre- time de operações precisa abrir chama-
sas de diferentes segmentos e níveis do sempre que quer mudar uma regra
de maturidade digital, quais são os de negócio e sobrecarregar um time
principais desafios para transformar com muita demanda para algo simples,
iniciativas de IA e automação em re- a capacidade de adaptação morre.
sultados mensuráveis para o negócio?
Quais fatores vocês consideram como
Alguns desafios aparecem toda essenciais para serem considerados
vez, independentemente do setor. no plano estratégico de transformação
tecnológica de um CSC?
O primeiro é o Shadow AI: a empresa
já tem dezenas de iniciativas de IA Para nós, são três pilares que não podem
faltar.
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Edição 77 | Agosto 2026
Autonomia da operação. A área de Os Agentes de IA estão sendo conside-
negócio precisa conseguir ajustar rados como altamente promissores
processos, criar fluxos e responder a para revolucionar o mundo corporati-
mudanças regulatórias sem depender vo. Pensando nos CSCs que estão
de um projeto de TI. Com isso, o time começando essa jornada, por quais
de backoffice se transforma em um processos vocês sugerem que eles
time de orquestradores de inteligên- devam começar?
cia, ou seja, um time que gerencia
resultado em vez de apenas executar O ciclo de compras é o melhor exem-
tarefas. E isso só é possível com plata- plo. É um processo altamente fragmen-
formas low/no-code que empoderam tado — e-mail, PDF, portal do fornece-
quem opera, não quem desenvolve. dor, planilha de aprovação, sistema
financeiro — tudo desconectado. É
Governança real, não só auditoria. exatamente aí onde os agentes de IA
Com agentes de IA tomando decisões brilham. No nosso P2P AI Studio, por
de forma autônoma, você precisa exemplo, usamos mais de 20 agentes
de um policy engine que transforme especializados que orquestram o fluxo
cada ação em evidência. Human-in- inteiro: desde a requisição, passando
-the-loop onde precisa, rastreabilida- por cotação, análise técnica, complian-
de completa, conformidade incorpo- ce, até o pagamento. Com isso, um
rada no processo, não como uma processo de compras que levava em
camada separada de compliance. média 20 dias, é concluido em minutos.
Você tira uma carga enorme da opera-
Integração agnóstica. Ninguém vai ção e ainda ganha rastreabilidade
jogar fora o SAP ou o Coupa. O plano que antes simplesmente não existia.
estratégico precisa partir do pressu-
posto de que a nova plataforma vai Integração agnóstica. Ninguém
coexistir e orquestrar o que já existe vai jogar fora o SAP ou o Coupa.
— e para isso ela precisa interoperar O plano estratégico precisa partir
com múltiplos modelos de IA e siste- do pressuposto de que a nova pla-
mas via protocolos abertos, sem criar taforma vai coexistir e orquestrar
uma nova dependência de fornecedo o que já existe — e para isso ela
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Edição 77 | Agosto 2026 28
precisa interoperar com múltiplos A outra porta de entrada natural é o HR
modelos de IA e sistemas via Service Delivery, com admissões, aten-
protocolos abertos, sem criar uma dimento ao colaborador, triagem de
nova dependência de fornecedo dúvidas. Alto volume, dado não estrutu-
rado, muito retrabalho. Agentes conse-
Os Agentes de IA estão sendo guem resolver uma grande parcela das
considerados como altamente demandas com velocidade que nenhu-
promissores para revolucionar o ma equipe humana conseguiria escalar.
mundo corporativo. Pensando nos
CSCs que estão começando essa O modelo que geralmente funciona é
jornada, por quais processos vocês começar em uma dor específica, medir
sugerem que eles devam começar? o impacto, e expandir de forma modu-
lar. Não tentar resolver tudo de uma vez.
O ciclo de compras é o melhor
exemplo. É um processo altamente Na visão de vocês, como as organi-
fragmentado — e-mail, PDF, portal zações estão adaptando seus mo-
do fornecedor, planilha de aprova- delos de planejamento orçamen-
ção, sistema financeiro — tudo des- tário para lidar com a volatilidade
conectado. É exatamente aí onde os dos custos de consumo (tokens),
agentes de IA brilham. No nosso P2P especialmente na escalabilidade
AI Studio, por exemplo, usamos mais de Agentes de IA de longa duração?
de 20 agentes especializados que 6. Muitas organizações já possuem
orquestram o fluxo inteiro: desde a ferramentas, dados e iniciativas
requisição, passando por cotação, digitais, mas nem sempre conse-
análise técnica, compliance, até o guem transformar isso em ganho
pagamento. Com isso, um processo real de produtividade, melhor ex-
de compras que levava em média 20 periência ou impacto mensurável
dias, é concluido em minutos. Você para o negócio. O que diferencia
tira uma carga enorme da operação as empresas que capturam valor
e ainda ganha rastreabilidade que daquelas que apenas acumulam
antes simplesmente não existia. tecnologia?
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29 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Essa é uma das questões mais mal Para fechar, qual provocação você
resolvidas que vemos hoje. A maioria deixaria para lideranças que ainda
das empresas ainda tenta encaixar o tratam automação, IA e digitaliza-
custo de IA no modelo de licença de ção como temas de tecnologia, e
software, com preço fixo, previsível. Isso não como temas de negócio?
não funciona. A diferença não está apenas na
tecnologia, está na arquitetura de
O que as organizações mais maduras como ela é governada.
estão fazendo é tratar o custo de IA
como custo operacional variável, simi- Quem acumula tecnologia trata cada
lar à nuvem ou à capacidade de call ferramenta de IA como um projeto iso-
center terceirizado. Você orça por lado. Um agente aqui, uma automação
volume de transações, não por número ali. No fim, você tem um tech stack que
de usuários. não conversa entre si e nenhum resul-
tado consolidado para mostrar para o
Mas o que realmente resolve o proble- board.
ma é fazer essa otimização na arquite-
tura. Chamamos de inference optimi- Quem captura valor enxerga a IA como
zation: a plataforma seleciona dinami- infraestrutura, um sistema de ação, não
camente qual modelo de linguagem de informação. E para isso funcionar,
usar para cada microtarefa baseando- você precisa de alguém com mandato
-se em custo, latência e nível de con- para centralizar. Uma pessoa que
fiança necessário. Tarefa simples, decide como o trabalho é estruturado,
modelo leve. Tarefa complexa que como as regras de negócio são confi-
exige raciocínio, modelo mais capaz. guradas e como o impacto é medido.
Você não paga o mesmo para tudo.
Quando você tem esse cérebro estraté-
Quando isso está no coração da gico centralizado e ferramentas ope-
orquestração, o custo por transação rando sob ele, o resultado sai da tarefa
cai, o planejamento fica previsível e as isolada e vai para onde importa: con-
margens ficam protegidas conforme a trole de margem, previsibilidade finan-
escala cresce. ceira e, o mais importante, ROI que
aparece no resultado da empresa.
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31 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Agentes de IA nas empresas:
benefícios, desafios e nível de adoção
Agentes de IA começam a ganhar espaço nas discussões estratégicas dentro das
organizações. À medida que novas aplicações surgem e as empresas avançam em
automação e uso de dados, cresce o interesse em entender como essa tecnologia pode
apoiar operações, processos e tomada de decisão.
Os gráficos a seguir apresentam um panorama sobre a adoção de agentes de IA nas
empresas, mostrando o estágio atual de adoção, benefícios esperados e os principais
desafios de implementação.
Estágio atual de adoção de Agente de IA
Planejando ou executando um
35%
projeto piloto
Apenas pesquisando/aprendendo
31%
sobre a tecnologia
Em utilização em algumas áreas ou
25%
processos específicos
Sem planos de adotar Agentes de
7%
IA no momento
Em utilização em larga escala 2%
Fonte: MIA - Market Intelligence Application
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Edição 77 | Agosto 2026 32
Os dados indicam que a adoção de agentes de IA ainda está concentrada em fases iniciais:
35% das empresas estão em piloto e 31% ainda pesquisam a tecnologia. Enquanto 25% já
utilizam agentes em áreas ou processos específicos, apenas 2% operam em larga escala, o
que reforça que a incorporação ainda está em processo de maturação no ambiente
corporativo.
Principal benefício esperado com a adoção de Agente de IA
Aumento da eficiência e
94%
produtividade
Liberação de colaboradores para
56%
tarefas mais estratégicas
Redução de custos operacionais 54%
Melhora da experiência do cliente 48%
Redução de erros 41%
Tomada de decisões mais 40%
assertivas com base em dados
Fonte: MIA - Market Intelligence Application
O principal benefício esperado com a adoção de agentes de IA é o aumento de eficiência e
produtividade (94%). Em seguida, aparecem ganhos associados à liberação de tempo para
atividades mais estratégicas (56%) e à redução de custos operacionais (54%). Benefícios
ligados à experiência do cliente (48%), redução de erros (41%) e decisões orientadas por
dados (40%) também são citados, mas com menor frequência.
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Edição 77 | Agosto 2026
Maiores desafio na implementação de Agentes de IA
Preocupações com segurança e
59%
privacidade de dados
Falta de habilidades técnicas
52%
(skills) na equipe interna
Complexidade de integração com os
48%
sistemas existentes
Dificuldade em comprovar o
35%
Retorno sobre o Investimento (ROI)
Custo de implementação e
33%
manutenção
Outros 8%
Resistência interna 4%
Fonte: MIA - Market Intelligence Application
Mesmo com o avanço dos agentes de IA, dados indicam desafios na implementaçãoe que
os principais estão ligados a segurança e privacidade de dados (59%), falta de habilidades
técnicas na equipe interna (52%) e complexidade de integração com sistemas existentes
(48%). Questões como comprovação de ROI (35%) e custos de implementação e
manutenção (33%) também aparecem como barreiras relevantes, enquanto resistência
interna é citada por uma parcela pequena (4%).
Em conjunto, os dados sugerem que os agentes de IA já entraram na agenda estratégica
das organizações, com expectativas concentradas em ganhos de eficiência e
produtividade. No entanto, a adoção ainda está majoritariamente em fases iniciais, com
predominância de empresas em pesquisa ou piloto e baixa presença de uso em larga
escala. A implementação em escala tende a ser condicionada principalmente por
requisitos de segurança e privacidade, disponibilidade de competências técnicas e
capacidade de integração com sistemas existentes, além de desafios de comprovação de
ROI e custos.
Conteúdo IEG
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Edição 77 | Agosto 2026 34
A vantagem competitiva para os
Centros de Serviços Compartilhados
Como o conteúdo inteligente está transformando eficiência,
compliance e tomada de decisão
Há algo curioso acontecendo com os evidências, anexos, documentos
Centros de Serviços Compartilhados regulatórios, até capturas de tela. Tudo isso
(CSC). Todos sabem que eles são críticos. que está por trás de cada processo e que,
São o motor operacional que mantém quando não está onde deveria ou não é
funcionando finanças, recursos humanos, confiável, quebra o fluxo inteiro.
compras, atendimento ao cliente e
compliance. Ainda assim, raramente É aí que começa a fricção. Podemos ter o
falamos sobre o que realmente limita o melhor sistema, o melhor fluxo, a melhor
desempenho desses centros no dia a dia. automação… mas se o conteúdo que
alimenta tudo isso está disperso, incompleto
Sim, falamos muito sobre transformação ou fora de contexto, o que estamos fazendo
digital, automação, ERPs mais modernos, é automatizar sobre uma base instável.
robôs que executam tarefas repetitivas,
workflows mais sofisticados. E, na teoria, No fundo, existe uma verdade que nem
tudo isso soa como progresso. Mas, quando sempre é dita de forma direta: os CSC não
olhamos de perto a operação real, o cenário operam apenas com processos. Operam
costuma ser diferente. com processos, informações e evidências
ao mesmo tempo. E essas informações, na
O problema não é a falta de tecnologia. maioria das vezes, está em conteúdo não
O problema é que existe algo que poucas estruturado.
organizações realmente dimensionam: o
conteúdo. Por isso, situações comuns acabam se
repetindo. O sistema tem o pedido, mas
E não estamos falando apenas de o contrato está em outra pasta. A fatura
documentos organizados ou arquivos bem chegou por e-mail, mas a evidência está
nomeados. Estamos falando de tudo o que em um PDF escaneado. Uma exceção
sustenta a operação: faturas, contratos, foi resolvida pelo Teams, mas não ficou
pedidos de compra, e-mails, comprovantes, registrada onde deveria. O dado correto
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Edição 77 | Agosto 2026
existe, mas alguém o copiou manualmente Em muitos casos, o processo está
para outro sistema porque “é assim que se bem desenhado. O problema é que a
faz”. informação necessária para executá-lo
não está disponível, não é acessível ou não
E então as equipes entram em um modo é confiável. Em ambientes de alto volume
que vira rotina: copiar, colar, validar, — como os CSC na região — isso não é um
buscar, acompanhar aprovações, montar detalhe, é a origem do gargalo.
evidências para auditoria. Não porque
queiram trabalhar assim, mas porque não Por isso, cada vez mais organizações estão
existe uma forma consistente de fazer o mudando a forma de enxergar o conteúdo.
conteúdo fluir junto com o processo. Deixam de tratá-lo como algo que apenas
se armazena e recupera, e passam a
O impacto vai muito além do retrabalho. O encará-lo como o que realmente é: um ativo
risco aumenta, já que a informação nem vivo dentro do processo.
sempre é completa ou rastreável. Os custos
sobem, porque o trabalho manual deixa de É isso que hoje chamamos de conteúdo
ser exceção e passa a fazer parte do modelo inteligente. E, embora o termo possa parecer
operacional. O tempo se perde resolvendo complexo, a ideia é simples: não basta
fricções em vez de avançar. E a experiência, armazenar documentos. O importante
tanto interna quanto externa, se deteriora. é entender o que eles representam, em
que processo estão inseridos, por que são
E o mais crítico: o CSC, que deveria ser uma relevantes e quais decisões viabilizam.
máquina de eficiência, torna-se frágil. E
quando isso acontece, toda a organização Quando isso acontece, a mudança é
sente. concreta. O conteúdo deixa de ser um
anexo perdido e passa a fazer parte do
Muitas vezes, os sinais estão ali, mas processo. A automação deixa de quebrar
nem sempre são conectados à causa com facilidade, já que não depende mais
raiz. Equipes que demoram demais de interpretação manual. As exceções
para encontrar a versão correta de um passam a ser tratadas com contexto,
documento. Automações que funcionavam não com longas trocas de e-mails. O
bem… até surgir uma exceção fora do compliance e a governança deixam de ser
“padrão”. Auditorias que geram caos de etapas posteriores e passam a fazer parte
última hora. SLAs que começam a ser natural do fluxo.
comprometidos sem uma razão clara.
Processos que dependem excessivamente E talvez o mais importante: as equipes
de pessoas que “sabem onde está tudo”. deixam de trabalhar para sustentar o
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Edição 77 | Agosto 2026 36
sistema e passam a trabalhar para fazer o de sofisticação dos fluxos. É o quanto
negócio avançar. a organização entende e aproveita o
conteúdo que está por trás de cada
É nesse ponto que a conversa sobre processo.
automação também evolui. Já não se trata
apenas de fazer mais rápido, mas de fazer Quando esse conteúdo está fragmentado, a
melhor — com menos fricção e menos risco. operação se enche de fricções. Ferramentas
se acumulam, exceções aumentam e o
Quando o conteúdo está conectado trabalho manual passa a dominar o dia a
aos processos, a operação se torna dia.
mais resiliente. As exceções deixam de
comprometer o fluxo. As equipes recuperam Por outro lado, quando o conteúdo se
tempo para analisar, otimizar e melhorar. conecta e se integra ao processo, a
operação muda de natureza. Torna-se
Nesse momento, o CSC deixa de ser apenas mais clara, mais estável e mais confiável. O
um centro de custos e passa a se tornar um risco diminui, o compliance flui e as equipes
verdadeiro habilitador do negócio. recuperam o foco.
Quando observamos os CSC mais maduros É nesse momento que o CSC transcende
, líderes em seus setores, alguns padrões o papel operacional e assume sua
ficam claros. São organizações que posição como agente de transformação e
desenham processos já considerando o crescimento.
conteúdo desde o início, e não como algo
separado. Onde a informação flui junto
com o processo, com contexto e controle. Adela Elizondo,
Onde há visibilidade de ponta a ponta e
Customer Advisor
menos silos. Onde se reconhece que a
para a América Latina
operação real tem variabilidade e se criam
soluções para lidar com exceções, não para na Hyland
ignorá-las. E, acima de tudo, onde o tempo
das equipes é tratado como um recurso
estratégico.
Se há algo que define se um CSC consegue
escalar ou não, é isso.
Não é a quantidade de automação,
nem o número de sistemas, nem o nível
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Edição 77 | Agosto 2026 38
O fator humano na era da inteligência
artificial: o que os CSCs de alta
performance estão fazendo diferente?
Já não é mais novidade o fato de que a transformação digital deixou de ser uma promessa
para o futuro e passou a ser uma realidade que molda o presente dos CSCs. Com o avanço
acelerado da tecnologia — capitaneado principalmente pela Inteligência Artificial —, a
eficiência operacional promete atingir patamares nunca antes vistos.
No entanto, à medida que as máquinas assumem as tarefas repetitivas, surge uma
verdade incontestável: a transformação que os CSCs estão passando atualmente
depende muito mais de Pessoas do que de Tecnologia. Em um cenário altamente
automatizado, o grande diferencial competitivo migrou da tecnologia embarcada para
a capacidade humana de analisar, liderar e inovar.
Para entender como as empresas líderes estão navegando nessa transição, a última
edição da Pesquisa Perfil de Profissionais de CSC, realizada pelo IEG, mapeou os
comportamentos e estratégias dos Centros que mais se destacaram no mercado. Os
resultados mostram que a alta performance está diretamente atrelada a uma abordagem
estruturada de valorização, engajamento e desenvolvimento do capital humano.
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39 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Os Diferenciais dos Centros de Alta Performance
Os dados coletados pelo IEG revelam que, em 2025, os CSCs que se destacaram não
apenas acompanham as tendências, mas ditaram o ritmo do mercado por meio de
práticas robustas de gestão. Veja os principais highlights do estudo:
1. Atração e Retenção Estratégica
Menos Turnover: Práticas de Retenção Diversificadas:
As empresas que se destacaram Há uma forte aposta em canais de escuta
apresentaram uma taxa de rotatividade e engajamento, como conversas com
(turnover) 41% menor que a média de a alta liderança, pesquisas de clima
mercado. constantes e eventos de integração.
Eficiência na Contratação:
Esses centros precisaram de 15% menos
tempo para contratar suas equipes
operacionais, reflexo de um processo
seletivo melhor estruturado que utiliza
entrevistas, estudos de caso e testes
gamificados.
2. Desenvolvimento e Cultura de Crescimento
Foco em Capacitação: Movimentação Interna:
Em um mundo onde as competências A aplicação de práticas como o Job
mudam rapidamente, os CSCs de Rotation é uma realidade nesses Centros,
destaque investiram 83% mais horas estimulando a polivalência e mantendo
de capacitação para suas equipes os profissionais motivados.
operacionais.
Foto: Magnific
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Edição 77 | Agosto 2026 40
3. Pacote de Valor ao Colaborador (EVP)
Benefícios Não Tradicionais: Alinhamento de Incentivos:
Além do básico, essas empresas ofertam A remuneração variável dos profissionais
uma variedade maior de auxílios, incluindo está diretamente atrelada à avaliação de
apoio psicológico, auxílio para atividade desempenho, e a política de participação
física e consultoria jurídica. nos lucros (PLR) é estendida aos
colaboradores do CSC.
O Futuro dos CSCs em Jogo: A Edição de 2026
Se os dados de 2025 já deixavam claro o peso do fator humano, o avanço acelerado da
Inteligência Artificial em 2026 exige que as lideranças recalculem a rota em tempo real.
As competências valorizadas ontem já não são as mesmas de hoje, e as estruturas de
remuneração e benefícios precisam acompanhar essa volatilidade.
Por isso, a Pesquisa Perfil de Profissionais de CSC foi reformulada, com objetivo de trazer
um mapeamento ainda mais preciso e atualizado sobre os impactos da IA nas estruturas
dos Centros de Serviços Compartilhados, ajudando líderes e equipe de RH a entender esse
mercado específico para que possam identificar os gaps e as melhores práticas de gestão
de pessoas para o momento atual.
A sua empresa está pronta para o
próximo nível?
Para tomar decisões estratégicas embasadas e entender exatamente como o seu CSC
está posicionado frente à concorrência no que tange a Pessoas, a participação no estudo
é o caminho mais seguro. Os dados reais de mercado servem como a bússola necessária
para direcionar o futuro da sua operação.
Para participar da edição de 2026 ou obter mais informações sobre a pesquisa, entre em
contato através do e-mail benchmark@ieg.com.br.
www.ieg.com.br
O seu CSC está sendo pressionado a reduzir custos e ao
mesmo tempo trazer inovação e valor aos negócios?
Então, certifique-se de que seu time está com os profissionais certos, capacitados e
engajados, pois a tecnologia ajuda, mas quem faz a conta fechar são as Pesoas!
Conheça o Perfil de Profissionais de CSC, estudo que já analisou mais de
10.000 profissionais em mais de 70 empresas, e mostra de forma detalhada:
COMPETÊNCIAS REMUNERAÇÃO
Quais são as competencias mais A política de remuneração do seu CSC
valorizadas no mercado de Serviços está competitiva em relação ao mercado?
Compartilhados?
Quais são os benefícios mais oferecidos
Quais são os gaps de capacitação pelos CSCs?
da equipe do seu CSC?
PRÁTICAS DE GESTÃO DE PESSOAS
Suas estratégias de R&S estão eficientes?
Seu CSC utiliza as melhores práticas de
reconhecimento das equipes?
E muitos outros insights!
Confirme a participação da sua empresa!
Participando da pesquisa, você terá mais insumos para tomar
decisões estratégicas para direcionar o futuro do seu CSC
Envie um email para: pesquisas1@ieg.com.br
+Informações: https://materiais.ieg.com.br/im-pesquisa-perfil-de-profissionais-de-csc-oficial
SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 42
Selo IEG de Aprovação dos Clientes
como transformar satisfação em reconhecimento para o CSC
Foto: Magnific
A satisfação dos clientes internos tem ganhado cada vez mais espaço na agenda
estratégica dos Centros de Serviços Compartilhados. Em um cenário em que os CSCs
ampliam sua atuação, incorporam novas tecnologias, aprimoram processos e assumem
um papel cada vez mais relevante para o negócio, entender como os clientes percebem
essa evolução se torna essencial.
Mais do que medir a qualidade do atendimento ou identificar oportunidades de melhoria,
a escuta dos clientes pode revelar o nível de confiança construído entre o CSC e as áreas
atendidas. Quando mensurada de forma estruturada, essa percepção deixa de ser apenas
um indicador e passa a representar uma evidência concreta de valor, maturidade e
consistência da operação.
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43 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
I · Do valor entregue ao valor percebido II · Metodologia
Quando a satisfação se transforma Credibilidade e isenção na avaliação
em reconhecimento dos clientes
Foi a partir dessa visão que o IEG Um dos principais diferenciais da iniciativa
desenvolveu o Selo IEG de Aprovação está na credibilidade do processo. Para
dos Clientes do CSC, um reconhecimento que o reconhecimento seja concedido,
voltado a Centros de Serviços a pesquisa deve ser conduzida pelo
Compartilhados que demonstram um IEG, preservando o anonimato dos
patamar consistente de aprovação por respondentes, a isenção na aplicação e
parte de seus clientes, por meio de uma a utilização de critérios metodológicos
Pesquisa de Satisfação conduzida com previamente estabelecidos.
isenção e metodologia estruturada.
Essa estrutura busca garantir que os
O objetivo do Selo é reconhecer CSCs que resultados reflitam, de forma confiável, a
colocam a experiência dos clientes no percepção dos clientes sobre a atuação
centro da sua evolução e que alcançam do CSC. A condução independente
resultados capazes de fortalecer sua também fortalece a legitimidade do
reputação dentro da companhia e no reconhecimento, evitando que os
mercado de Serviços Compartilhados. resultados sejam percebidos apenas
Afinal, valor entregue nem sempre é valor como uma avaliação interna da própria
percebido e, muitas vezes, a aprovação operação.
dos clientes precisa ser traduzida em uma
mensagem clara de reconhecimento.
III · Dimensões avaliadas
O que é avaliado na Pesquisa de
Satisfação?
Entre os aspectos avaliados estão
a satisfação geral com o Centro e
dimensões relevantes da experiência,
como qualidade, relacionamento,
comunicação, pontualidade e
Foto: Magnific tecnologia/inovação.
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Edição 77 | Agosto 2026 44
Esses elementos ajudam a compreender A pesquisa pode, portanto, representar
não apenas o desempenho percebido, tanto um caminho para o
mas também como a operação é reconhecimento quanto uma ferramenta
avaliada em aspectos fundamentais para estratégica para o desenvolvimento
a construção de confiança e a geração de contínuo do CSC.
valor.
V · Além do reconhecimento
A análise também permite identificar
E quando o CSC ainda não atinge os
as dimensões em que o CSC apresenta
critérios do Selo?
uma percepção mais positiva e os
pontos que ainda podem ser trabalhados
A iniciativa, no entanto, não se limita ao
para aprimorar a experiência das áreas
reconhecimento em si. Mesmo nos casos
atendidas.
em que os critérios para concessão do
Selo não são atingidos, a Pesquisa de
IV · Categorias Satisfação oferece insumos importantes
para a evolução da operação.
Diferentes níveis de excelência, um
mesmo compromisso Os resultados permitem identificar
fortalezas, pontos de atenção e
O Selo conta com diferentes categorias oportunidades de melhoria, apoiando
de reconhecimento, considerando o nível a construção de planos de ação mais
de aprovação alcançado e o escopo da conectados às expectativas dos clientes.
avaliação. Também há a possibilidade de A pesquisa pode, portanto, representar
reconhecimento voltado à percepção de tanto um caminho para o reconhecimento
clientes-chave, especialmente lideranças quanto uma ferramenta estratégica para
com visão mais estratégica sobre a o desenvolvimento contínuo do CSC.
atuação do CSC.
Dessa forma, a iniciativa permite valorizar VI · Posicionamento
diferentes níveis de excelência e evidenciar Mais do que um símbolo, uma
os resultados alcançados pelo Centro de
evidência de confiança
Serviços Compartilhados junto aos seus
públicos.
Para os CSCs aprovados, o Selo representa
uma forma de dar visibilidade a uma
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45 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
conquista já construída: a confiança dos Conheça o Selo IEG de Aprovação dos
clientes. Clientes do CSC
Mais do que um símbolo, ele reforça A percepção dos clientes pode ir além
o compromisso da operação com a de um indicador. Quando avaliada
experiência, a melhoria contínua e a com isenção, metodologia e critérios
entrega de valor para as áreas atendidas. estruturados, ela pode se transformar em
uma evidência concreta da qualidade, da
O reconhecimento também contribui consistência e do valor entregue pelo CSC.
para fortalecer a credibilidade da
operação, a percepção de valor dentro os resultados alcançados pelo Centro de
da companhia e o posicionamento Serviços Compartilhados junto aos seus
institucional do CSC. públicos.
Em um mercado cada vez mais orientado Para saber mais, entre em contato
por boas práticas, benchmarking e com a Equipe IEG pelo e-mail
protagonismo dos Centros de Serviços pesquisas1@ieg.com.br ou no link:
Compartilhados, transformar a satisfação
dos clientes em reconhecimento pode ser
https://materiais.ieg.com.br/im-pesquisa-
um passo importante para fortalecer o
de-satisfacao-selo-de-aprovacao
posicionamento estratégico da operação.
Foto: Magnific
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Selo IEG de Aprovação dos Clientes 2026
Sua empresa pode conquistar!
A percepção dos seus clientes pode ir além de
um indicador: pode se transformar em um
reconhecimento que fortalece a imagem, a
credibilidade e o valor do seu CSC dentro e fora
da organização.
Por isso, o IEG desenvolveu o Selo de Aprovação
dos Clientes, para destacar CSCs que avaliam
a satisfação de forma imparcial, estruturada e
confiável e alcançam um nível de aprovação
que merece reconhecimento.
O reconhecimento reforça:
Visibilidade às boas práticas do CSC Valoriza o trabalho realizado
Fortalece a reputação e a confiança Evidencia o compromisso da operação
na operação com a experiência do cliente.
Em um cenário em que a excelência precisa ser percebida e comprovada, comunicar
esse reconhecimento mostra que a satisfação dos clientes resulta de uma jornada
consistente, escuta qualificada e entrega que gera confiança.
Seu CSC quer transformar satisfação em reconhecimento?
Saiba mais sobre essa novidade!
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47 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Liderar processos não é suficiente:
a nova demanda de desenvolvimento nos CSCs
Foto: Magnific
Durante muito tempo, o perfil mais impacto do seu trabalho na experiência do
valorizado dentro de um Centro de cliente — interno ou externo — e agir como
Serviços Compartilhados foi o do guardião da cultura da organização, não
especialista técnico — aquele que apenas como executor de um fluxo.
dominava o processo, conhecia o sistema
e entregava dentro do prazo. Esse perfil DE ESPECIALISTA A AGENTE DE VALOR
segue sendo essencial. Mas ele já não é
Essa mudança de expectativa
suficiente.
está chegando aos programas de
desenvolvimento de formas concretas.
O que o mercado tem sinalizado com
As demandas que gestores de CSC têm
crescente clareza é que o profissional do
trazido já não giram apenas em torno
CSC precisa ir além da execução. Precisa
de capacitação técnica. Os temas que
influenciar. Precisa tomar decisões em
dominam as conversas são outros: como
cenários ambíguos. Precisa enxergar o
desenvolver protagonismo nas equipes?
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 48
Como fazer com que profissionais O QUE ACONTECE ENTRE OS ENCONTROS
assumam accountability pelos resultados,
Outro elemento que tem marcado os
e não apenas pelas tarefas? Como criar
programas mais efetivos é justamente o
uma cultura em que inovação e melhoria
que acontece fora da sala de aula. Desafios
contínua sejam iniciativas que surgem de
práticos aplicados entre os encontros —
baixo para cima?
pequenas iniciativas reais, mapeamentos
de processo, conversas com stakeholders
São perguntas que revelam uma
— transformam o aprendizado em algo
virada na forma como as organizações
contínuo, e não em um evento isolado que
enxergam o papel do seu time de
se dissolve na semana seguinte.
serviços compartilhados — e que estão
Esse formato mais longo, com encontros
redesenhando o conteúdo e o formato dos
mensais e ritmo sustentado, reflete uma
programas de desenvolvimento.
compreensão mais madura sobre como a
mudança de comportamento realmente
VALORES COMO FIO CONDUTOR DO acontece. Não por imersão pontual, mas
APRENDIZADO por repetição, reflexão e aplicação ao
Um dos movimentos mais interessantes longo do tempo.
que vêm ganhando espaço é o uso dos
próprios valores institucionais como O QUE ESTÁ EM JOGO
estrutura pedagógica. Em vez de organizar No centro de tudo isso está uma pergunta
treinamentos por temas genéricos — que o setor tem se feito com mais
comunicação, liderança, gestão de tempo frequência: qual é o papel do nosso time
— algumas empresas têm construído na geração de valor para o negócio?
jornadas em que cada encontro parte A resposta, cada vez mais, passa pelo
de um valor da organização e explora desenvolvimento humano — e por
as competências e comportamentos programas que tratam protagonismo,
associados a ele. ética e visão sistêmica não como temas
complementares, mas como o núcleo da
O efeito é duplo: desenvolve a competência formação.
e reforça a cultura ao mesmo tempo. O
profissional não aprende liderança em Conheça os Treinamentos InCompany do IEG.
abstrato — aprende o que significa liderar
Treinamentos customizados, com aplicação
com integridade, com coragem ou com
prática e professores com experiência de
mentalidade de parceria dentro daquele
mercado. Saiba mais:
contexto específico.
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+ informações, acesse: ieg.com.br/eventos-e-treinamentos/
SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 50
Como a São Martinho usa inteligência
de mercado para alavancar o CSC
Na rotina dos Centros de Serviços Compartilhados, decisões sobre sistemas,
ferramentas, fornecedores, projetos e modelos de atuação exigem cada vez mais
velocidade, consistência e comparabilidade com o mercado.
Ainda assim, em muitas organizações, o processo de benchmarking continua sendo
conduzido de forma pontual: a partir de contatos com outras empresas, buscas manuais
por referências e informações dispersas que nem sempre permitem uma análise mais
estruturada.
Esse cenário cria um desafio importante para os CSCs: como tomar decisões mais
rápidas e embasadas sem depender apenas de percepções internas ou consultas
informais ao mercado?
Foi diante dessa necessidade que o CSC da São Martinho passou a utilizar a MIA –
Market Intelligence Application Shared Services, solução do IEG que reúne dados e
estatísticas sobre o mercado brasileiro de Serviços Compartilhados, com base em
informações de cerca de 300 empresas que adotam esse modelo no país.
Foto: Magnific
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51 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Benchmarking como apoio à Esse movimento reforça uma tendência
tomada de decisão importante para os CSCs: a inteligência de
mercado deixa de ser apenas um recurso
A São Martinho, uma das principais complementar e passa a ser uma
empresas brasileiras do setor de açúcar, ferramenta de gestão, apoiando decisões
etanol e bioenergia, possui um CSC com mais estratégicas e alinhadas às melhores
papel relevante no suporte às operações práticas do setor.
corporativas da companhia. Nesse contexto,
contar com informações comparativas de Inteligência de mercado como
mercado passou a ser um diferencial para rotina no CSC
apoiar discussões internas, avaliações de
ferramentas e projetos estratégicos. Outro ponto relevante é que o uso da MIA
também contribuiu para uma atuação
Com o uso da MIA, o CSC passou a acessar mais proativa do CSC. Ao acessar dados
dados estruturados sobre práticas, sistemas, de mercado de forma contínua, a equipe
tendências e modelos adotados por outras passa a ampliar seu repertório sobre
empresas, tornando o benchmarking mais tendências, práticas e soluções adotadas
ágil e consistente. Mais do que responder a por outros Centros de Serviços
dúvidas pontuais, a plataforma passou a Compartilhados. Com isso, a análise deixa
contribuir para uma visão mais ampla sobre de acontecer apenas quando surge uma
o posicionamento do CSC em relação ao demanda urgente e passa a fazer parte de
mercado e sobre possíveis caminhos de uma rotina mais estruturada de
evolução. acompanhamento do mercado.
De informações dispersas a uma Na prática, esse tipo de abordagem ajuda
base estruturada de mercado os CSCs a anteciparem discussões,
qualificarem projetos e fortalecerem seu
Um dos principais ganhos apontados no papel como áreas cada vez mais
case está na mudança da dinâmica de conectadas à estratégia do negócio.
consulta ao mercado. Em vez de depender
apenas de contatos pontuais ou referências
isoladas, a equipe passou a contar com uma
fonte estruturada de informações, capaz de
apoiar análises sobre temas como sistemas,
ferramentas, fornecedores, projetos e
demandas internas de áreas corporativas.
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Edição 77 | Agosto 2026 52
O que esse case revela sobre a
evolução dos CSCs
A experiência da São Martinho mostra que,
em um cenário cada vez mais orientado por
dados, eficiência e transformação digital,
tomar decisões com base apenas em
percepções internas pode limitar a evolução
dos Centros de Serviços Compartilhados.
CSCs que acessam dados estruturados de
mercado conseguem comparar práticas
com mais clareza, sustentar decisões com
mais segurança e conduzir discussões
internas em um nível mais estratégico.
Mais do que uma plataforma de consulta, a
MIA se posiciona como um apoio para
transformar dados de mercado em
direcionamentos práticos para a gestão.
Quer entender como a São
Martinho vem utilizando a MIA
para apoiar análises de
benchmarking, projetos
estratégicos e decisões internas
no CSC?
leia o case completo:
https://materiais.ieg.com.br/im-case-mia-s
ao-martinho
Conteúdo IEG
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53 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Como uma distribuidora nacional reduziu em
30 dias o ciclo de lançamento de produtos
O caso de uma operação com mais de 30 áreas integradas mostra como a gestão
unificada de serviços pode transformar resultados e antecipar milhões em receita.
No setor de distribuição farmacêutica, velocidade é sinônimo de receita. Cada dia de atraso
no lançamento de um novo produto representa oportunidades comerciais perdidas, clientes
aguardando e fluxos internos parados em filas de aprovação. Quando uma operação
envolve mais de 30 áreas diferentes, sistemas heterogêneos e centenas de solicitações
simultâneas, esse problema se torna estrutural.
Foi exatamente esse cenário que a Profarma, uma das maiores distribuidoras de
medicamentos e produtos de saúde do Brasil, listada na B3, enfrentava antes de 2022.
Processos fragmentados, sistemas isolados e fluxos críticos que dependiam de intervenções
manuais tornavam o lançamento de produtos um gargalo crônico, capaz de consumir até
45 dias de uma operação nacional com 10 unidades de negócio.
A transformação que se seguiu oferece um retrato revelador sobre o que acontece quando
uma empresa decide tratar a gestão de serviços corporativos como prioridade estratégica
e não apenas como suporte operacional.
Foto: Imagem gerada por Inteligência Artificial (ChatGPT / DALL-E), 2026
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Edição 77 | Agosto 2026 54
O peso dos processos fragmentados
A Profarma operava com uma realidade comum a muitas grandes empresas brasileiras:
cada área trabalhava com suas próprias ferramentas, seus próprios fluxos e sua própria
lógica de priorização. O resultado era previsível. Solicitações se perdiam entre sistemas,
aprovações se acumulavam sem visibilidade e o tempo para conclusão de processos
críticos crescia de forma descontrolada.
O lançamento de novos produtos era o exemplo mais emblemático desse problema.
Um processo que envolvia negociação, cadastro, logística, faturamento e comercial,
entre outras áreas, levava em média 45 dias para ser concluído. Cada etapa esperava
pela anterior. Cada sistema falava uma língua diferente. E nenhuma área tinha visão
completa do fluxo.
"Processos fragmentados entre 30 áreas, sistemas isolados e fluxos críticos sem
visibilidade: o cenário antes da transformação."
Os números do desafio:
• 10 unidades de negócio com operações interdependentes
• Mais de 30 áreas envolvidas nos fluxos corporativos
• Sistemas críticos sem integração: SAP, Salesforce, RPA e Active Directory
• Ciclo de lançamento de produtos com até 45 dias de duração
Gestão unificada como estratégia corporativa
A mudança começou em dezembro de 2022, quando a Profarma adotou o Cervello
ESM Suite 2.0 como base operacional de toda a empresa, e não apenas da área de
TI. Essa distinção é importante: diferente do uso tradicional de ferramentas de gestão
de chamados, restrito ao suporte técnico, a Profarma expandiu o modelo para toda a
estrutura corporativa, incluindo RH, Financeiro, Contabilidade, Facilities, Varejo, Serviços
e Força de Vendas.
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55 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Com o Cervello ESM Suite 2.0, a operação passou a centralizar mais de 22 categorias
e 500 subcategorias de serviços, automatizando fluxos que antes eram manuais e
conectando sistemas que antes funcionavam de forma isolada. Ao todo, 7 integrações
nativas foram configuradas, incluindo SAP, Salesforce e RPA, além de 100 APIs conectadas
para garantir a fluidez das informações entre sistemas.
O resultado imediato foi visibilidade. Pela primeira vez, gestores de diferentes áreas
podiam acompanhar o status de solicitações em tempo real, identificar gargalos antes
que se tornassem crises e tomar decisões baseadas em dados, e não em e-mails e
planilhas.
66% 30 dias R$ 3-4 mi +95.000
redução no tempo ganhos por em receita eventos gerenciados
de lançamento operação antecipada por mês
De 45 para 15 dias: quando a eficiência vira receita
O impacto mais expressivo da transformação foi no fluxo de lançamento de produtos,
justamente o processo mais crítico e mais complexo da operação. Com a automação
proporcionada pelo Cervello e a integração entre as mais de 30 áreas envolvidas, o
tempo de lançamento caiu de 45 dias para 10 a 15 dias. Uma redução de 66% em um
processo que tem impacto direto na receita da empresa.
Essa aceleração não é apenas uma conquista operacional. Cada produto lançado 30
dias antes representa 30 dias a mais de vendas, de margem e de presença no mercado.
Somados ao volume de lançamentos de uma distribuidora nacional, os cálculos
chegam a um impacto estimado de R$ 3 a R$ 4 milhões em receita antecipada, valor
que antes ficava represado enquanto o processo esperava pela próxima aprovação
manual.
"Conseguimos reduzir o tempo de 45 para até 15 dias, antecipando milhões em
receita e simplificando um fluxo que envolve mais de 30 áreas."
Marcos Vinicius Pereira de Souza, Head de Serviços, Profarma
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 56
Além do lançamento de produtos, a transformação se reflete em toda a operação diária.
A plataforma Cervello hoje gerencia mais de 95.000 eventos por mês, sustentados por
mais de 9.000 usuários solucionadores ativos e 1.800 subfluxos conectados a 200 fluxos
personalizados. São números que traduzem uma operação integrada, rastreável e com
governança real.
O que esse caso revela sobre transformação digital
A experiência da Profarma traz aprendizados que vão além de números e tecnologia.
O primeiro deles é sobre escopo: tratar ESM como solução exclusiva de TI é subutilizar
uma das ferramentas mais poderosas para eficiência corporativa. Quando o modelo
se expande para RH, Financeiro, Comercial e Operações, a plataforma deixa de ser um
sistema de suporte e passa a ser infraestrutura estratégica.
O segundo aprendizado é sobre integração. Não basta digitalizar processos se os
sistemas que sustentam esses processos não conversam entre si. A conexão entre
SAP, Salesforce, RPA e demais ferramentas foi o que permitiu que a automação
gerasse resultado real, e não apenas substituísse um fluxo manual por um fluxo digital
igualmente fragmentado.
O terceiro aprendizado é sobre mensuração. A Profarma conseguiu quantificar o
impacto da transformação em reais, e isso muda a conversa com a liderança. Quando
eficiência operacional se traduz em R$ 3 a R$ 4 milhões em receita antecipada, a gestão
de serviços deixa de ser pauta de TI e entra na agenda do CEO.
Para empresas que ainda convivem com processos fragmentados, sistemas isolados e
fluxos críticos sem visibilidade, o caso da Profarma oferece uma referência concreta. A
transformação digital começa pela decisão de integrar pessoas, áreas e sistemas em
torno de uma operação que funciona de ponta a ponta. E o Cervello ESM Suite 2.0 foi a
plataforma que tornou isso possível.
Cristina Rakanidis,
Gerente Comercial
na Cervello
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 58
Quais os desafios que estão
redefinindo os CSCs em 2026?
Foto: Magnific
Após um ciclo marcado por entregas Nesse contexto, o Relatório MIA
concretas e ganhos de eficiência, os destaca três desafios que se
Centros de Serviços Compartilhados consolidam como centrais para a
entram em 2026 diante de um cenário agenda dos CSCs em 2026: a
ainda mais exigente e desafiador. A automatização dos processos, o
redução de custos, a expansão do aumento da produtividade e a
escopo e a implementação de novas redução de custos. Esses temas
tecnologias consolidaram o valor do lideram as prioridades dos gestores e
modelo em 2025. No entanto, em 2026, refletem a necessidade de evoluir o
os CSCs brasileiros preparam-se para modelo para um formato mais digital,
novos desafios, como a eficiente e sustentável. No gráfico
transformação digital e a adaptação “Principais desafios dos CSCs para
regulatória. 2026”, é possível visualizar não apenas
esses três principais desafios, mas
Com base nos dados do Relatório MIA, também outros fatores relevantes que
Realizações 2025 e Perspectivas para compõem o cenário completo
2026, elaborado pelo IEG, é possível enfrentado pelos CSCs ao longo de
identificar com clareza os desafios 2026.
que passam a ocupar o centro da
agenda estratégica dos CSCs
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59 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Principais desafios dos CSCs para 2026
2026 2026
Fonte: MIA – Market Intelligence Application 2026
Automatização dos processos Em 2025, os CSCs consolidaram uma base
como prioridade estratégica tecnológica importante, com 58%
implementando novas tecnologias e 55%
A automatização dos processos surge registrando ganhos de eficiência. Essa
como o principal desafio para 2026, citada base cria as condições para um
por 83% dos CSCs. Esse dado reflete uma movimento mais ambicioso, em que a
mudança relevante de maturidade: a automatização se torna o principal vetor
discussão deixa de girar em torno da de produtividade, sustentabilidade
adoção pontual de tecnologia e passa a operacional e competitividade.
focar na automatização em escala,
integrada aos processos críticos da O relatório indica que a automatização
operação. vem acompanhada de maior disciplina
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 60
em processos. Cerca de 78% dos CSCs A análise por tempo de operação
já realizam o mapeamento dos fluxos reforça essa leitura. CSCs mais jovens
antes de automatizá-los, utilizando sentem maior pressão por
metodologias padronizadas. Esse produtividade para provar o valor do
comportamento evidencia que o foco modelo recém-implementado. Já
não está apenas em automatizar, mas centros mais maduros direcionam
em revisar, simplificar e padronizar esforços para produtividade
processos como pré-requisito para incremental, sustentada por
ganhos reais de eficiência. automação, revisão de SLAs e uso
intensivo de dashboards de
Aumento da produtividade em desempenho.
um cenário de restrição
Redução de custos como desafio
O aumento da produtividade aparece contínuo
como o segundo principal desafio,
citado por 72% dos CSCs. Embora seja Empatada com a produtividade, a
um tema recorrente na história dos redução de custos segue como um dos
Centros de Serviços Compartilhados, principais desafios para 72% dos CSCs
ele assume novos contornos em 2026, em 2026. Em 2025, esse tema foi a
especialmente diante da pressão principal realização do modelo, com
orçamentária. 64% dos Centros apontando a redução
de custos como o maior ganho do ano.
O relatório mostra que 44% dos CSCs
planejam reduzir o orçamento geral em Para 2026 o desafio não está apenas
2026. Nesse contexto, a produtividade em continuar reduzindo despesas, mas
deixa de ser apenas um objetivo em sustentar esse resultado em um
operacional e passa a ser uma ambiente mais restritivo e complexo. O
necessidade estrutural. A absorção de relatório evidencia um paradoxo
novos volumes, a expansão de escopo e estratégico relevante: ao mesmo tempo
a manutenção dos níveis de serviço em que quase metade dos CSCs
dependerão cada vez mais da precisa operar com menos orçamento,
combinação entre tecnologia, 83% pretendem aumentar os
automação e gestão orientada por investimentos em Inteligência Artificial.
dados.
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61 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Esse movimento indica uma Perspectivas para os CSCs em 2026
substituição consciente de custos
operacionais tradicionais por tecnologia O ano de 2026 será um ano decisivo para
escalável. A redução de custos passa a os Centros de Serviços Compartilhados.
estar diretamente ligada à Automatizar processos em escala, elevar
automatização, ao uso de IA e à a produtividade sem ampliar estruturas e
eliminação de ineficiências estruturais, e sustentar a redução de custos em um
não apenas a cortes lineares ou redução cenário de pressão orçamentária formam
de equipes. o tripé estratégico que redefine o papel
do CSC.
Pretensão de aumento de investimentos em 2026 vs 2025
2026 2026
Fonte: MIA – Market Intelligence Application 2026
Mais do que um centro de eficiência operacional, o CSC passa a ser cobrado como
um hub de tecnologia, inteligência e valor para o negócio. Aqueles que conseguirem
equilibrar disciplina de processos, automação estruturada e decisões orientadas por
dados estarão mais preparados para sustentar crescimento, garantir conformidade e
se consolidar como ativos estratégicos nas organizações.
Quer entender como esses desafios impactam o seu CSC na prática?
Acesse a MIA: https://materiais.ieg.com.br/im-nova-plataforma-de-csc-ieg
www.ieg.com.br/blog
SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 62
Como a Grão de Ouro agilizou suas
operações de RH ponta a ponta
Com processos estruturados em uma única operação, a empresa ganhou mais organização
e controle sobre os atendimentos da área de RH.
Foto: Shutterstock
Cenário
Com a implantação do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), a Grão de Ouro precisava
estruturar uma operação de RH mais padronizada e centralizada, capaz de suportar
diferentes tipos de solicitações da área em uma única operação.
Antes, os atendimentos aconteciam de formas diferentes entre as empresas do grupo. Em
alguns casos, os processos eram conduzidos totalmente por e-mail e, em outros, apenas
etapas específicas eram registradas em sistema.
www.ieg.com.br
63 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Esse cenário dificultava a padronização dos
processos e reduzia a visibilidade da área
sobre o andamento das solicitações.
“Antes, parte dos processos
de RH acontecia por e-mail
e não havia uma integração
clara entre as áreas
envolvidas, o que dificultava
o acompanhamento das
demandas.” Foto: Shutterstock
- Vanessa Passidonia | Coordenadora de
Excelência Organizacional | Grupo Grão de
Ouro
Solução
Desafio Foi nesse contexto que a Grão de Ouro
passou a utilizar a Requestia para
Além da necessidade de centralizar os estruturar e centralizar os processos de
atendimentos, a empresa precisava RH dentro de uma única operação.
estruturar os processos de RH de forma
mais organizada, garantindo maior
controle sobre solicitações relacionadas “Hoje, os processos de RH
a contratação, movimentação de rodam dentro do portal do
pessoal, desligamento, benefícios, começo ao fim, conectando
férias, afastamentos, remuneração e
pagamentos.
todas as áreas necessárias
em uma única operação.”
Também era necessário melhorar o
acompanhamento das demandas - Vanessa Passidonia | Coordenadora de
e estruturar uma operação mais Excelência Organizacional | Grupo Grão
padronizada para os processos da área. de Ouro
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 64
A solução permitiu organizar os diferentes Com os processos centralizados dentro
tipos de atendimento da área em fluxos da Requestia, a empresa passou a contar
padronizados, utilizando chamados com:
e formulários para condução das
solicitações. • maior padronização dos atendimentos
• centralização das solicitações
A implantação foi conduzida em conjunto • mais visibilidade sobre as demandas
entre as equipes da Grão de Ouro e da área
da Requestia, permitindo adaptar os • processos mais organizados
processos à realidade da operação. • integração entre as áreas envolvidas
nos processos de RH
Com a centralização dos atendimentos,
os processos passaram a ser conduzidos A centralização da operação permitiu
dentro do portal do começo ao fim, que a área de RH atuasse de forma mais
incluindo o acionamento das áreas estruturada e com maior controle sobre
envolvidas em cada etapa da operação. as solicitações da área.
Márcio Vinholes,
CEO da Requestia
Foto: Shutterstock
Resultados
A estruturação dos processos trouxe mais
organização para a operação de RH e
mais controle sobre os atendimentos da
área.
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65 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
O que o Impulse Solution revela
sobre o desenvolvimento nos CSCs
Foto: Magnific
E
xiste uma tensão silenciosa no cotidiano dos profissionais de Centros de Serviços
Compartilhados: todos reconhecem a importância de se desenvolver, mas a rotina
não para. Demandas chegam em ritmo constante, prazos se acumulam e o tempo
para aprender precisa disputar espaço com o tempo para entregar.
Foi a partir dessa realidade que o IEG desenvolveu o Impulse Solution for Shared Services
Teams, uma plataforma de desenvolvimento contínuo criada especificamente para os
profissionais que atuam na operação dos CSCs, como uma solução construída em torno
de como essas pessoas realmente aprendem.
+2.500 95% 87%
PA R T I C I PA Ç Ã O AT I VA
P R O F I S S I O N A I S AT I V O S AUL AS CONCLUÍDAS
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 66
O que os dados revelam sobre
como as pessoas aprendem
Com o histórico de mais de 2.500 Esse padrão indica algo importante:
profissionais utilizando a plataforma no dia quando o conteúdo é relevante e o formato
a dia, alguns padrões de comportamento não exige longos blocos de atenção
chamam atenção. Os acessos se — os conteúdos do Impulse Solution
distribuem de forma equilibrada ao longo são baseados em metodologias de
do mês: sem concentração no início, microlearning — o aprendizado encontra
quando a novidade ainda é estímulo, seu caminho mesmo dentro de uma rotina
nem abandono no final. Ao longo do intensa. Não à toa, 95% das aulas iniciadas
dia, também percebe-se que não existe são concluídas.
período preferencial.
Foto: IEG 2026
“ Quando o conteúdo é relevante e o formato respeita a
rotina, o aprendizado encontra seu caminho mesmo dentro
de uma operação intensa.
“
Foto: Magnific
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67 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
A base que precisa ser padrão. Novas jornadas são lançadas a
constantemente construída cada quatro semanas, em ordem definida
pelas prioridades da própria organização.
Outro dado revelador diz respeito ao
que os profissionais escolhem consumir Comunicações semanais direcionadas
quando têm liberdade para isso. Entre mantêm o interesse vivo entre os ciclos.
as nove jornadas de aprendizagem O resultado prático: 87% de taxa de
disponíveis na plataforma, que vão de participação ativa entre as empresas que
Excelência no Atendimento a Inteligência adotaram a metodologia — um número
“
de Dados, há uma preferência clara por
temas fundamentais, como "Definindo
Centros de Serviços Compartilhados",
"Gestão de Processos nos CSCs" e Novas jornadas a cada quatro
“Maturidade nos CSCs”. semanas quebram a curva de
engajamento em queda que
Temas que, à primeira vista, poderiam “
assombra o desenvolvimento
parecer já internalizados em uma
operação em funcionamento. Mas que corporativo.
fazem todo sentido quando se considera
que o CSC é, com frequência, uma porta
de entrada no mercado de trabalho. Criar
a base conceitual de forma explícita e Quando o debate vira o conteúdo
compartilhada por todo o time é uma
condição para avançar com consistência. Além das aulas, o formato de webinares
ao vivo tem se mostrado um dos pontos
Engajamento como estratégia, de maior engajamento da plataforma.
não como campanha Quando o tema é um desafio concreto a
participação não precisa ser estimulada,
O engajamento em iniciativas de ela acontece. Um exemplo claro foi o
desenvolvimento costuma seguir uma webinar sobre criação de agentes de IA,
curva conhecida: alto no lançamento, promovido em maio de 2026 no Impulse
decrescente nas semanas seguintes. O Solution, que atingiu capacidade máxima
Impulse foi desenhado para quebrar esse de acessos.
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 68
Foto: IEG 2026
Desenvolvimento contínuo, no ritmo de quem opera o CSC
Uma plataforma construída em torno de como os profissionais realmente aprendem:
microlearning, jornadas estruturadas, webinares ao vivo e comunicação semanal que
sustenta o engajamento entre ciclos.
conheça o Impulse solution: materiais.ieg.com.br/impulsesolution
Foto: Magnific
www.ieg.com.br
+ Informações: bit.ly/impulse-solution | www.ieg.com.br
71 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
13th SSKE reúne líderes para
debater o futuro dos Serviços
Compartilhados no Brasil
O evento, promovido pelo Instituto de Engenharia de Gestão, aconteceu no dia 20 de maio
de 2026, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo com cerca de 200 participantes,
lideranças, especialistas e profissionais de Centros de Serviços Compartilhados em um dia
inteiro de muito conteúdo, networking e troca de experiências estratégicas.
Com o tema “O que sustenta a organização quando tudo muda?”, a 13ª edição do SSKE
propôs uma reflexão central para o mercado de Serviços Compartilhados: em um cenário
marcado por avanços tecnológicos, novas demandas de eficiência, mudanças regulatórias,
pressão por produtividade e transformação nas relações com clientes internos, refletindo
nas capacidades realmente sustentam a evolução das organizações.
Fotos: IEG 2026
Ao longo do evento, os participantes acompanharam uma programação robusta,
com palestras, painéis de discussão, cases reais, grupos de discussão direcionados,
momentos de networking e conhecimento de plataformas e soluções do mercado no hall
de expositores. Nesse espaço contou com parceiros como Join4/Lecom, V360, Profectum,
Pipefy, Smarthis/Uipath e Nexti.
www.ieg.com.br
SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 72
A abertura foi conduzida por Daniel está na capacidade de gerar resultados
Hosken, doutor em Neurociências, com concretos, sustentados por governança,
a palestra “Mente do Futuro: Alinhando estratégia e clareza de objetivos.
Competências às Novas Dinâmicas de
Mercado”. A sessão trouxe reflexões sobre Outro destaque foi o case “Além dos
comportamento, tomada de decisão Treinamentos: A Estratégia da Globo para
e desenvolvimento de competências Integrar IA ao Cotidiano da Empresa”,
em um contexto de transformação que trouxe uma visão importante sobre
acelerada, conectando o fator humano adoção tecnológica. A experiência
aos desafios estratégicos enfrentados mostrou que integrar IA à organização
pelas organizações. vai além de capacitar pessoas: exige
mudança de rotina, engajamento,
Entre os principais temas do evento, a aplicação prática e construção de uma
Inteligência Artificial apareceu como cultura preparada para experimentar,
um dos grandes eixos de discussão. No aprender e evoluir continuamente.
painel “Âncora ou Motor? O Papel do
CSC, integrado à TI e Cybersecurity, na
Era da IA”, o debate reforçou que o CSC
pode assumir um papel cada vez mais
protagonista na transformação digital das
empresas, desde que esteja conectado a
uma atuação integrada com áreas como
TI, dados e segurança da informação.
A agenda também mostrou como a IA
já está sendo aplicada de forma prática Foto: IEG 2026
nos CSCs. O case “Agentic AI no CSC:
Como a Taesa Escalou o Atendimento A programação também trouxe
Corporativo sem Perder Governança” discussões relevantes sobre dados,
trouxe aprendizados sobre ganho de inteligência analítica e mitigação
escala, eficiência e controle. Já o painel de riscos. O case “Do Alerta à Ação:
“Da Ambição ao Resultado: Como Visibilidade e Agilidade Analítica para
CSCs têm Convertido Inteligência em Mitigação de Riscos Operacionais
Ganhos Mensuráveis com Agentes de na Vitru Educação” mostrou como
IA” reforçou que o valor da tecnologia dados bem estruturados podem
apoiar decisões mais rápidas e
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73 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
preventivas. Já a sessão “Gestor Digital: A gestão de pessoas também ganhou
O Hub de Inteligência e Centralização espaço no case “Xadrez de Gente: A
de Dados do CoE Votorantim” reforçou Estratégia da CSN para Redesenhar
a importância da centralização de Operações e Ampliar a Atuação do CSC”,
informações para ampliar a visibilidade, que mostrou como estrutura, capacidades
a consistência e a integração da gestão. e alocação de talentos precisam ser
pensadas de forma integrada para
A busca por eficiência operacional ampliar o papel do Centro de Serviços
também esteve presente em diferentes Compartilhados. Na mesma linha de
momentos do evento. No painel evolução organizacional, o case da
“Crescimento Exponencial, Custo Suzano, com o tema “Rumo à Liderança:
Linear”, os participantes discutiram Como o Assessment de Maturidade
como escalar operações mantendo está Acelerando a Evolução Global
o OPEX sob controle. Já a sessão do SGS Suzano”, trouxe reflexões sobre
“Boletos Ocultos no RH: Como um SaaS como diagnósticos estruturados podem
Hiperfuncional reduz Custos nos CSCs” apoiar decisões mais estratégicas e
trouxe a reflexão sobre custos muitas acelerar a jornada de maturidade.
vezes invisíveis nas rotinas de RH e como
a tecnologia pode apoiar maior controle,
visibilidade e redução de desperdícios.
O evento também abordou temas
ligados à experiência do cliente, melhoria
contínua e gestão de pessoas. No case
“Cliente no Centro: A Jornada da Natura
na Criação de uma Agente de UX para o
CSC”, a discussão mostrou como escuta
ativa, método e tecnologia podem Foto: IEG 2026
apoiar a construção de jornadas mais
eficientes e orientadas às necessidades
dos usuários. Já a sessão “Melhoria
Contínua Além do Jogo”, apresentada
pela Heineken, trouxe uma provocação
importante sobre o papel da comunicação
e do engajamento, reforçando que a
transformação do CSC exige método,
disciplina e aplicação prática no dia a dia.
Foto: IEG 2026
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Edição 77 | Agosto 2026 74
Além das sessões simultâneas, no
evento ocorreu uma sessão que reuniu
todos os participantes para uma
um momento de enorme troca: os
Grupos de Discussão Direcionados. A
dinâmica debateu temas críticos para
os CSCs, como Reforma Tributária,
Recrutamento e Seleção, Atendimento
Nível Zero e Autosserviço e Redesenho
Foto: IEG 2026
de Processos para a Hiperautomação.
O formato favoreceu a troca prática Mais uma vez, o Shared Services Knowledge
de experiências, desafios e caminhos Exchange cumpriu seu papel como um
possíveis para evolução das operações evento de referência para o mercado
entre todos os participantes do evento. brasileiro de Serviços Compartilhados,
promovendo conexões qualificadas, trocas
A agenda do 13th SSKE também contemplou práticas e reflexões essenciais para o
temas como inteligência fiscal, com presente e próximos ciclos de evolução
o case da Usiminas sobre redução dos CSCs. A agenda reforçou o papel do
de divergências de INSS, e serviços SSKE como um dos principais espaços de
compartilhados no setor público, com a interação, benchmarking e construção
sessão sobre o ColaboraGov, que trouxe de conhecimento especializado
a governança como pilar de estabilidade, para o mercado de CSCs no Brasil.
continuidade e geração de valor.
No encerramento, o painel “Roadmap para Confira os melhores momentos
os Líderes: O que define a Nova Visão de do 13th SSKE no link:
Maturidade dos CSCs?” consolidou uma https://www.youtube.com/watch?v=T2KUJHukPqo
das principais mensagens do evento: os
CSCs estão diante de um novo ciclo de
evolução, no qual maturidade não se
resume apenas à eficiência operacional,
mas à capacidade de integrar tecnologia,
governança, pessoas, dados, experiência do
cliente e geração de valor para o negócio.
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75 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
IEG realiza o Shared Services
Meeting 2026, 3º Encontro dos
Grupos de Discussão sobre CSC
No dia 16 de junho de 2026, o IEG promoveu o Shared Services Meeting 2026, o 3º Encontro
dos 6 Grupos de Discussão sobre CSC: Compartilha, Coopera+, GESC, Inova, SOMAR e
Transforma.
Realizado em formato online e ao vivo, em uma plataforma totalmente integrada e
customizada, o encontro reuniu cerca de 200 participantes de 111 empresas dos grupos
em uma tarde dedicada à troca de experiências, benchmarking e discussões estratégicas
sobre o presente e o futuro dos Centros de Serviços Compartilhados.
Com uma programação dinâmica, o SSM 2026 trouxe cases, mesa de discussão, espaço
para networking e muita troca sobre temas atuais e relevantes da agenda de Serviços
Compartilhados, como governança, automação, produtividade, excelência operacional,
people analytics, centralização de processos, segurança em dados e geração de valor.
Fotos: IEG 2026
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 76
Jornada dos CSCs em 2026 no uso de tecnologias para ganhar
escala e produtividade, a governança
A abertura do encontro foi conduzida se torna essencial para garantir que
pela equipe IEG e, na sequência, os as automações sejam sustentáveis,
participantes acompanharam o painel bem direcionadas e conectadas às
“Jornada dos CSCs: Visão dos Grupos de necessidades da operação.
Discussão em 2026”, com representantes
dos Grupos de Discussão sobre CSC.
A sessão trouxe reflexões sobre os
principais desafios, prioridades e
tendências observadas nas trocas
realizadas entre as empresas participantes
ao longo do ano. O painel também
reforçou a importância de acompanhar
a evolução dos CSCs a partir de uma
visão integrada, considerando não Fotos: IEG 2026
apenas eficiência operacional, mas
também pessoas, tecnologia, governança,
experiência do cliente e geração de valor Produtividade e eficiência operacional
para o negócio.lançamento de produtos,
impactando diretamente a receita Na sequência, a Central Ailos apresentou
antecipada. o case “Controlando Produtividade
e Maximizando Eficiência no CSC”,
Governança e automação no CSC abordando caminhos para ampliar a
performance da operação por meio de
O primeiro case da programação foi gestão, indicadores e melhoria contínua.
apresentado pela Yara, com o tema
“Garantindo Governança e Definindo A discussão reforçou a importância de
Diretrizes de Automações no CSC”. acompanhar a produtividade de forma
estruturada, criando uma base mais
A apresentação trouxe reflexões sobre consistente para identificar oportunidades,
como estruturar iniciativas de automação direcionar esforços e sustentar ganhos de
com mais segurança, controle e eficiência ao longo do tempo.
alinhamento estratégico. Em um cenário
em que os CSCs avançam cada vez mais
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77 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
O que define a excelência em um CSC? People Analytics como alavanca
estratégica
A conversa da mesa de discussão “O que
define a Excelência no seu CSC: Custo, A programação também contou com
Qualidade, Experiência ou Velocidade?” o case do Sicoob, com o tema “People
reuniu diferentes perspectivas sobre os Analytics: Alavanca Estratégica para a
fatores que sustentam a excelência nos Geração de Valor no CSC”.
Centros de Serviços Compartilhados. Mais
do que escolher apenas uma dimensão, a A apresentação mostrou como o
discussão mostrou que a maturidade dos uso de dados aplicados à gestão de
CSCs passa pelo equilíbrio entre eficiência, pessoas pode apoiar decisões mais
qualidade das entregas, experiência dos estratégicas, ampliar a visibilidade
clientes internos e capacidade de resposta sobre a força de trabalho e contribuir
da operação. para o desenvolvimento de equipes
mais preparadas para os desafios da
Esse debate reforçou uma provocação operação.
importante para o mercado: a excelência
em CSCs não se resume apenas a reduzir Em um contexto em que pessoas,
custos ou cumprir prazos, mas envolve competências e cultura são fatores
a capacidade de gerar valor de forma decisivos para a evolução dos CSCs, o
consistente para a organização. uso de People Analytics se consolida
como uma frente importante para
sustentar decisões mais embasadas e
gerar valor para o negócio.
Centralização estratégica de processos
Outro case apresentado foi o da AFIP, com
o tema “Estruturação e Centralização
Estratégica de Processos no CSC”.
A sessão abordou a importância de
estruturar e centralizar processos
de forma planejada, considerando
Fotos: IEG 2026 governança, padronização e clareza
sobre os ganhos esperados. A
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Edição 77 | Agosto 2026 78
centralização, quando bem conduzida, A programação mostrou que os CSCs
permite ampliar a eficiência, reduzir seguem avançando em temas cada vez
fragmentações e fortalecer o papel do CSC mais estratégicos Ao longo da tarde, os
como uma estrutura estratégica de suporte participantes puderam acompanhar cases
às áreas de negócio. reais, discutir desafios comuns e refletir
sobre os caminhos que estão moldando
Dados, segurança e automação a evolução dos Centros de Serviços
Compartilhados no Brasil.
Encerrando a programação de cases, a
Braskem apresentou o tema “Governança Conheça os Grupos de Discussão sobre
e Segurança em Dados e Automações no CSC do IEG
CSC”.
Os Grupos de Discussão sobre CSC do IEG
A discussão reforçou um ponto cada vez reúnem empresas de diferentes setores
mais relevante para os Centros de Serviços e portes com o objetivo de promover
Compartilhados: à medida que dados e benchmarking, troca de experiências e
automações ganham espaço na operação, construção coletiva de conhecimento
cresce também a necessidade de estruturar sobre os principais temas que impactam
práticas de governança, segurança e os Centros de Serviços Compartilhados no
controle. O avanço tecnológico precisa país e no mundo.
caminhar junto com responsabilidade,
confiabilidade e alinhamento às diretrizes
da organização.
Confira os melhores
Troca, benchmarking e evolução contínua momentos do SSM 2026 no link
https://www.youtube.com/watch?v=ScMKFZJoE8M
O SSM 2026 reforçou, mais uma vez, o
propósito dos Grupos de Discussão sobre
CSC do IEG: promover um ambiente de troca
qualificada entre empresas, conectando
diferentes realidades, níveis de maturidade
e experiências práticas. Um ambiente de
construção coletiva de conhecimento,
conexão entre profissionais e empresas e
compartilhamento de boas práticas para a
evolução dos CSCs no Brasil.
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EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG E
EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS
VENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTO
EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG EVENTOS IEG
Anote em sua agenda
os próximos eventos do IEG:
23.09 | Presencial no Millenium,
em São Paulo
Principal evento para diretores e líderes de
CSC do país.
18.11 | Online e Ao Vivo
Evento para líderes e gestores de CSCs que
irá transformar o seu olhar sobre tecnologia
e inovação.
+informações:
materiais.ieg.com.br/eventos-ieg-2026
SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 80
Grupos de Discussão: os 4
temas que marcaram o 1º
semestre de 2026
As discussões do primeiro semestre de 2026 nos Grupos de Discussão sobre CSC
geridos pelo IEG - Compartilha, Coopera+, GESC, Inova, Somar e Transforma -
consolidaram uma certeza: os Centros de Serviços Compartilhados brasileiros
passam por um momento de profunda evolução. Longe de serem apenas provedores
de eficiência, eles agora já assumem o papel de parceiros estratégicos dos seus
clientes.
Com base nesse cenário, quatro temáticas principais se destacaram nos 13 encontros
que envolveram líderes de mais de 130 empresas para troca de boas práticas,
benchmarking e networking de alto nível.
1. Alinhamento de Indicadores:
De SLAs a KPIs Estratégicos
De acordo com as empresas dos Nesse sentido, de acordo com dados da
Grupos, para que a alta liderança e o MIA (Market Intelligence Application -
board das companhias reconheçam Shared Services), 77% das empresas já
o real valor do CSC, a comunicação trabalham com metas compartilhadas
precisa mudar e os indicadores de com as áreas de negócio e corporativo.
sucesso do CSC devem falar a mesma Em vez de focar apenas na tradicional
linguagem dos negócios. Embora redução de custos, a atenção do board
Fotos: IEG 2025
monitorar o volume transacional e o já migra para métricas financeiras de
cumprimento de SLAs continue sendo maior impacto, como a otimização
a base de qualquer operação, a do cash flow, custos evitados, além
grande virada está em tornar o valor de indicadores de satisfação como
agregado tangível. o Customer Effort Score e taxas que
demonstrem a evolução da automação
dos processos.
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81 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
2. Maturidade 3. IA Generativa e
de Dados Agentes Autônomos
Não há avanço tecnológico ou inteligência A inteligência artificial e a automação
artificial sem uma estrutura robusta e inteligente foram temas fortemente
confiável de dados por trás. Iniciativas como debatidos no semestre. Um dado
a unificação em Data Lakes ganharam força relevante sobre o mercado é que
por permitirem um acesso descentralizado 85% dos CSCs já utilizam agentes de
e veloz às informações. IA em suas rotinas, variando entre
projetos-piloto, aplicações pontuais e
No entanto, as lideranças dos Grupos utilização em larga escala (MIA 2026).
de Discussão apontam que o desafio Por outro lado, existe a percepção de
vai muito além das ferramentas. Os três obsolescência dos robôs tradicionais
principais obstáculos mapeados pelos de RPA, vistos agora como rígidos e
CSCs brasileiros são: caros. Muitas companhias citaram estar
migrando rapidamente para soluções
em Python, IA generativa e recursos
A dificuldade em consolidar e
integrar dados de múltiplas fontes 61% nativos com agentes embarcados nos
próprios sistemas de ERP.
55%
A falta de uma cultura Considerando a automação dos
verdadeiramente data-driven processos, é importante destacar
preocupações levantadas por diversos
A escassez de conhecimento
54%
líderes:
interno para análise e interpretação
analítica das equipes
!
O CSC deve estar atento para não
O grande objetivo atual é fazer a transição "automatizar a ineficiência", criando
do olhar histórico passivo para o uso de robôs para processos que não foram
modelos preditivos, elevando o potencial revisados ou que nem deveriam existir,
estratégico do Centro. além do risco de "desaprendizado" e
robotização excessiva das equipes
operacionais.
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 82
4. Inversão da Pirâmide A comunidade dos Grupos de Discussão
do CSC e Foco nos sobre CSC do IEG permanece ativa,
crescendo e se consolidando como o
Talentos
principal ponto de encontro dos líderes
de Serviços Compartilhados no Brasil,
A tecnologia está impulsionando a
conectando organizações, promovendo
mudança do perfil dos profissionais de
debates estratégicos e impulsionando
CSC. Comparando dados históricos do
a evolução do modelo. Em um cenário
IEG, em 2018, as posições operacionais
marcado por rápidas transformações,
(assistentes e atendentes) representavam
estar próximo a quem está definindo
34% da base do CSC. Em 2025, esse cenário
os caminhos do setor tornou-se uma
se inverteu: a base encolheu para apenas
vantagem competitiva essencial.
18%, abrindo espaço para analistas e
cargos de perfil mais técnico e analítico.
Quer fazer parte da maior comunidade
de CSC do país? Conheça mais sobre
Nas reuniões dos Grupos, os CSCs
os Grupos de Discussão do IEG e saiba
relataram estar investindo em academias
como sua empresa pode participar:
de formação e programas de Citizen
https://materiais.ieg.com.br/im-gru
Development para capacitar equipes a
po-de-discussao
criarem suas próprias soluções de IA. O uso
estratégico de políticas de Job Rotation
também tem sido uma ferramenta de
baixo custo para oxigenar a gestão e
quebrar silos operacionais.
O cuidado com os talentos reflete-se
em um indicador que traz orgulho ao
segmento de Serviços Compartilhados
brasileiro: em cerca de 40% das empresas,
mais de 75% dos líderes atuais do CSC
foram formados dentro de casa (MIA,
2026). Os treinamentos hoje focam
primordialmente em habilidades de
liderança (67%), comunicação (64%) e
melhoria contínua (53%).
www.ieg.com.br
O que você precisa para direcionar os
projetos do seu CSC em 2026?
Um dos maiores desafios dos CSCs não é apenas acessar dados, mas
transformá-los em argumentos sólidos para embasar decisões, projetos e
investimentos.
A MIA, solução de inteligência integrada ao IEG Analytics, evoluiu para oferecer
uma experiência mais ágil, estratégica e orientada por dados. Com o apoio da
Inteligência Artificial, você acessa análises estruturadas, interage com os dados
de forma simples e transforma informações em insights acionáveis em poucos
segundos.
O que isso significa na prática para o seu dia a dia?
Mais agilidade nas análises
Visão estratégica orientada por dados
Respostas precisas para gerar insights qualitativos e quantitativos
Resultados reais de quem já acessa a MIA:
Melhor tomada de decisão sobre
investimentos em tecnologia (IA, RPA, Avanço da cultura data driven
chatbot etc.)
Revisão da estrutura
organizacional + E muito mais
Aprimoramento da experiência do
cliente
Experimente a nova MIA e leve mais inteligência com IA para as decisões do seu CSC.
materiais.ieg.com.br/im-nova-plataforma-de-csc-ieg
+ informações: mia@ieg.com.br
Envie um e-mail para: csc@ieg.com.br
+ informações, acesse: ieg.com.br/csc-centro-de-servicos-compartilhados/
85 SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026
Programa High Potential - Shared Services:
Formando líderes para a era da inteligência
artificial e da disrupção digital
Foto: Magnific
O cenário corporativo global está sendo redefinido pela Inteligência Artificial (IA) em
uma velocidade sem precedentes. Nos Centros de Serviços Compartilhados
brasileiros, esse impacto é tangível: mais de 85% das empresas já utilizam agentes de
IA, considerando desde projetos piloto até o uso em larga escala.
Com a redefinição de modelos operacionais, as expectativas sobre as lideranças
também passam por evoluções. Esse movimento estratégico explica por que o High
Potential Program - Shared Services 2026, realizado pelo IEG, atraiu cerca de 100
participantes de mais de 40 grandes empresas brasileiras. Diante de um mercado que
exige prontidão para a IA e evolução contínua, desenvolver lideranças preparadas
deixou de ser um diferencial e tornou-se indispensável.
O programa, primeiro e único voltado para a formação de Líderes e Talentos de CSCs
no Brasil, proporciona uma jornada de aprendizagem inteiramente centrada na
realidade dos Centros de Serviços. Com professores e orientadores atuantes no
mercado, além dos próprios participantes que contribuem com os cenários e visões
das suas empresas, muitos dos conteúdos que já eram abordados em aulas foram
revitalizados, refletindo o processo de transformação e amadurecimento acelerado
do segmento.
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SHARED Services News
Edição 77 | Agosto 2026 86
Com a conclusão do segundo mês do programa, já somamos mais de 30 horas de
conteúdo ao vivo, entre aulas e encontros como nossos webinars. Esse ano temos
um grande foco em acompanhar a velocidade de transformações que vêm sendo
exigida pelo mercado. As discussões sobre gestão de equipes, processos, dados e
tecnologia evoluíram de uma forma impressionante e nossas aulas precisam
refletir os novos desafios que estão sendo apresentados. É recompensador ver
como os participantes estão engajados, compartilhando experiências e
aplicações práticas do que estamos trabalhando no programa.
Taís Nascimento, responsável pela Escola de Negócios do IEG.
UMA JORNADA COMPLETA DE DESENVOLVIMENTO
Para capacitar profissionais capazes de gerar impacto real e liderar a transformação
tecnológica dos CSCs, a estrutura do programa combina uma sólida carga horária ao vivo
e gravada:
+90 60 6
Horas ao Vivo Horas de Trilha Gravada Webnars Exclusivos
Distribuídas em 15 aulas ao Conteúdos fundamentais com CSCs Referência
vivo ao longo do ano, cuidadosamente estruturados Ao longo do ano, são
garantindo interação direta e para o desenvolvimento realizados 6 webinars com
networking de alto valor. profissional acelerado, grandes referências do
abordando temas como mercado brasileiro para
Modelo de CSC, Inteligência compartilhar desafios reais,
de Dados , Criatividade e estratégias e aprendizados
Inovação, Excelência em práticos. Os alunos já
Processos e Melhoria Contínua, iniciaram essa imersão com
Julgamento e Tomada de os webinars dos CSCs da
Decisão, Inteligência Emocional Braskem e da Energisa.
e Comunicação.
Garantir a prontidão para o futuro digital e tecnológico não é mais uma meta distante, é um
requisito imediato. O High Potential Program – Shared Services do IEG é a chave para
transformar o potencial dos seus talentos em resultados reais e sustentáveis para o seu CSC.
www.ieg.com.br/blog
Proporcione uma formação diferenciada
para os talentos do seu CSC.
Eles serão os líderes da transformação da sua empresa.
+ 100 empresas + 550 alunos + 100 horas de + 60 horas
já participaram formados Conteúdo ao Vivo de Conteúdo
Gravado
+ 120 projetos iniciados + 75 Executivos professores 97%
nas empresas através e orientadores para Nível de Satisfação
do High Potential trocar experiências
+informações: highpotential@ieg.com.br | www.ieg.com.br
+informações:
materiais.ieg.com.br/im-grupo-de-discussao
SHARED SERVICES NEWS
Coordenação Editorial
Karin Saavedra
Lara Pessanha
Taís Nascimento
Vanessa Saavedra
Revisão
Karin Saavedra
Maria Isabel Moraes
Vanessa Saavedra
Diagramação
Brunno Dantas
Redação e Colaboração
Adela Elizondo Márcio Vinholes
Ana Cecília Siquinelli Maria Isabel Moraes
Fernando Teixeira Murilo Dias
Karin Saavedra
Shared Services News | Edição 77
Observação: para melhor leitura da SSNews 77, faça o download do arquivo em pdf.
A 77ª edição da Shared Services News reúne conteúdos relevantes sobre o IEG e o mercado de Serviços Compartilhados.
Nesta edição, apresentamos dados, experiências, tendências, resultados de estudos e práticas do mundo corporativo que ajudam a compreender os movimentos do mercado e os desafios dos Centros de Serviços Compartilhados.
Você poderá conferir a entrevista do IEG com o time da ISA Energia Brasil para entender as práticas e o posicionamento da empresa em relação à Experiência do Cliente.
Além disso, você vai poder conhecer um pouco mais sobre o Selo IEG de Aprovação dos Clientes do CSC, desenvolvido pelo IEG para reconhecer os CSCs que demonstram um patamar consistente de aprovação por parte de seus clientes, através de uma Pesquisa de Satisfação.
Também abordamos o avanço dos agentes de Inteligência Artificial nas empresas, seus principais benefícios, os desafios de implementação e o nível de adoção dessa tecnologia nas organizações.
Por fim, um overview das reuniões dos Grupos de Discussão sobre CSC coordenados pelo IEG que aconteceram no primeiro semestre de 2026 e perspectivas, além de outras matérias com cases, inovações e assuntos exclusivos em CSC.
Mais do que acompanhar as transformações do setor, queremos contribuir para a disseminação de conteúdos atuais, relevantes e de qualidade, oferecendo referências que apoiem profissionais e empresas na evolução de suas operações e na tomada de decisões.
Desejamos uma excelente leitura!
Equipe SSNews.
Autor
Redação IEG
O IEG é uma empresa que elabora soluções de ensino, pesquisa e consultoria em gestão de forma integrada e complementar para você e para a sua organização.