A inteligência de dados tem se consolidado como uma das principais alavancas para a evolução dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs), fortalecendo a gestão orientada por indicadores e apoiando a tomada de decisão.
Dados da MIA, solução de inteligência integrada à plataforma IEG Analytics, ajudam a compreender como essa frente vem se estruturando nos CSCs, mostrando tanto a presença dessas estruturas quanto as principais atividades que concentram sua atuação.

Fonte: MIA/IEG 2026
O gráfico acima mostra uma atuação das equipes de inteligência de dados nos CSCs ainda bastante concentrada em frentes mais analíticas, operacionais e de suporte à gestão, com destaque para visualização de dados e elaboração de relatórios (93%), análise de dados (87%) e coleta de dados (85%).
Na sequência, também aparecem com força atividades ligadas à sustentação da operação, como monitoramento e manutenção de dados (80%), além da colaboração com outras áreas (77%) e da limpeza e preparação de dados (75%), o que reforça o papel dessas equipes na organização, qualificação e disponibilização das informações para o negócio.
Em contrapartida, iniciativas de maior sofisticação analítica e geração de valor futuro ainda aparecem com menor presença, como análise de oportunidades (68%), governança de dados (67%), inovação e desenvolvimento de novas soluções (65%) e, sobretudo, desenvolvimento e implementação de modelos preditivos (37%), indicando que, embora muitos CSCs já contem com estruturas atuantes em inteligência de dados, ainda há espaço para amadurecer frentes mais avançadas e estratégicas.

Fonte: MIA/IEG 2026
A presença de equipes de inteligência de dados já é uma realidade na maior parte dos CSCs analisados: 70% afirmam contar com essa estrutura, enquanto 30% ainda não possuem uma equipe dedicada.
O cenário sinaliza um avanço importante na consolidação dessa frente dentro dos Centros de Serviços Compartilhados, reforçando que a inteligência de dados vem deixando de ser uma atuação pontual para assumir um papel mais estruturado na operação. Ao mesmo tempo, a fatia de empresas que ainda não possui essa equipe mostra que o tema segue em expansão e que ainda existe espaço relevante para o amadurecimento dessa capacidade nos CSCs.
No conjunto, os dados indicam que a inteligência de dados nos CSCs ainda opera predominantemente em frentes estruturantes, relatórios, análise e tratamento de dados, com avanço incipiente em iniciativas preditivas e de governança. O próximo salto de maturidade passa, portanto, por deslocar essas equipes da leitura do presente para a antecipação de cenários e a geração ativa de valor para o negócio.
