Nos últimos anos, os Centros de Serviços Compartilhados passaram por uma transformação significativa na forma como organizam suas equipes. A adoção de novos formatos de trabalho levou as empresas a buscar um equilíbrio entre colaboração presencial, eficiência operacional e flexibilidade.

Dados da MIA, solução de inteligência integrada à plataforma IEG Analytics, mostram que esse movimento  começa a se consolidar no setor.

O modelo híbrido se tornou predominante

O primeiro dado que chama atenção é a predominância do modelo híbrido entre os CSCs.

Fonte: MIA/IEG 2026

Os dados indicam que 74% dos CSCs operam em modelo híbrido, enquanto 23% seguem em formato totalmente presencial. Apenas uma parcela menor mantém equipes totalmente remotas.

Esse cenário indica que o modelo híbrido deixou de ser uma solução emergencial e passou a fazer parte da estratégia estrutural das organizações.

Quantos dias presenciais são adotados

Entre as empresas que adotam o modelo híbrido, existe uma tendência clara em relação à distribuição dos dias presenciais.

Fonte: MIA/IEG 2026

Os dados mostram que o modelo híbrido se concentra em 3 dias presenciais (43%), seguido de 4 dias (24%) e 2 dias (19%). Esse padrão reforça um equilíbrio entre presença para interação e alinhamento e flexibilidade para o trabalho remoto. 

Diferenças entre áreas dentro do CSC

Outro aspecto importante é que o modelo de trabalho nem sempre é uniforme entre todas as áreas.

Fonte: MIA/IEG 2026

Em muitos casos, áreas mais operacionais possuem maior presença física, enquanto áreas analíticas ou de suporte adotam formatos mais flexíveis.

Essa diferenciação mostra que os CSCs estão ajustando suas políticas de trabalho de forma mais estratégica, considerando  as características e necessidades específicas de cada função.

Impacto na produtividade

Um dos principais pontos de atenção para as empresas ao adotar novos formatos de trabalho é o impacto na produtividade.

Fonte: MIA/IEG 2026

Embora 49% dos CSCs não meçam formalmente o impacto do modelo de trabalho na produtividade, entre as organizações que fazem o acompanhamento sobre o tema, predomina a avaliação de manutenção da produtividade (33%), com uma parcela relevante indicando melhora (17%) e praticamente nenhum relato de queda (1%). Esse cenário sugere que o modelo híbrido pode ser adotado sem comprometer a eficiência operacional e, em alguns contextos, até favorecer ganhos de produtividade.

Os CSCs estão avançando na construção de modelos de trabalho mais equilibrados capazes de combinar eficiência operacional, colaboração entre equipes e flexibilidade para os profissionais.

Avatar photo
Autor

Redação IEG

O IEG é uma empresa que elabora soluções de ensino, pesquisa e consultoria em gestão de forma integrada e complementar para você e para a sua organização.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share via
Copy link
Powered by Social Snap