Os Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) sempre foram vistos como uma forma de reduzir custos rapidamente por meio, principalmente, de ganhos de escala. Porém, os CSCs estão se tornando cada vez mais participativos e relevantes na estratégia das organizações. Alinhado a esse desenvolvimento, na atual economia global, há o desafio de atender a clientes mais dispersos e com demandas mais variadas. Esse cenário incentiva um processo cada vez mais recorrente nas empresas que possuem Centro de Serviços Compartilhados: a globalização de seus Centros.

Um Centro Global de Serviços Compartilhados (CGSC) é mais do que apenas oferecer serviços ao redor do mundo. Trata-se da integração dos serviços em uma esfera global, onde, ainda que haja prestadores individuais, o Centro os gerencia como uma só equipe. Um CGSC é tratado como um negócio independente que normalmente oferece serviços end-to-end, englobando todas as etapas do processo, e se caracteriza pelos processos internacionalmente padronizados. No CGSC, a redução de custos vem alinhada à consistência e à qualidade dos serviços oferecidos, de modo que os processos sejam não apenas padronizados, mas também simplificados e dotados de alta visibilidade interna. Além disso, os Centros Globais são capazes de acelerar a integração de aquisi- ções, atividades de cunho extremamente estratégico para o negócio.

Assim, um ponto crucial é a escolha do local do Centro Global de Serviços Compartilhados, a qual é uma decisão que agrega complexidade às iniciativas de globalização. Portanto, é uma questão que deve ser estudada cuidadosamente e não ser negligenciada. É preciso ponderar os benefícios e ganhos com os riscos relacionados a mão de obra, infraestrutura, custos e idioma de cada região. Vale ressaltar que as diferentes línguas e culturas podem influenciar na qualidade e padronização dos serviços, enfatizando a importância dessa decisão e, também, evidenciando a necessidade de uma comunicação clara entre o CSC Global e as unidades de negócio.