Um dos maiores desafios de um Centro de Serviços Compartilhados é motivar e reter suas equipes, extremamente voltadas para a eficiência de custo e, dedicadas, sobretudo, a atividades transacionais. Para alcançar a excelência operacional tão desejada pelos gestores, os CSCs, como prestadores de serviços, utilizam intensivamente sua mão de obra, que precisa estar balanceada no trade off custo x qualidade. Este foi um dos temas debatidos durante o encontro do GESC (Grupo de Estudos de Serviços Compartilhados), ocorrido no dia 18 de junho.

Durante a reunião, os gestores de mais de 20 empresas como Basf, Roche, Vale, BRF, Embraer, dentre outras, discutiram formas de motivar a equipe que sejam alternativas ao reconhecimento financeiro. Este é um grande desafio para os líderes de CSC, já que nem sempre é possível balancear a motivação e a questão financeira devido à constante pressão pela redução de custos a que estão submetidos os Centros de Serviços.

Uma das alternativas apresentadas foi a criação de um plano de job rotation programado para apresentar aos profissionais que se destacam outras diretorias, em que eles possam trabalhar e se desenvolver. A Dow, por exemplo, possui esta prática, mas está voltada à realidade dos jovens aprendizes.

Na Johnson & Johnson foi feito um trabalho de mapeamento dos talentos do CSC, além de entrevistas individuais com cada um deles para entender quais eram os seus anseios para o futuro. Depois disso, reuniões de discussões foram realizadas com as áreas de negócio para levantar quais as oportunidades que estes talentos teriam em cada uma delas. Assim, foi possível desenvolver uma trilha de carreira para todos os talentos potenciais, evitando reclamações destes profissionais em relação ao desconhecimento das possibilidades de carreira dentro da empresa. Foi possível então gerenciar a ansiedade destes talentos, quase todos representantes da geração y.